Bandas: IN TORMENT

Categoria: Death Metal

Ano: 2014

Você ouviu o “Paradoxical Visions of Emptiness” dos gaúchos da IN TORMENT? Se ouviu você sabe bem que o álbum de 2011 parecia que costurava suas tripas... Mas se você ouvir este novo lançamento, “Sphere of Metaphysical Incarnations”, de 2014, irá sentir uma bigorna caindo na sua cabeça. Eles parecem ter voltando no tempo para idos do começo dos anos 2000 e bebido da mesma fonte inspiradora que usaram para o Debut “Diabolical Mutilation of Tormented Souls”.

O material foi lançado pela Eternal Hatred Records e a Rapture Records e tem nove brutalidades, velozes, pesadas e técnicas, que alguns vão chamar de faixas. A primeira faixa, “The Unnatural Conception”, você já percebe uma raiz Death Metal na linha Deicide (old). Aqui tudo é bem feito: riffs com palhetadas definidas (por Rafael e Alexandre), harmônicas no caminho que você se sente um guitarrista, mas não perca o raciocínio, pois já estou falando da segunda faixa, “Divine Universal Awareness”. Nesta, as dobradas de vocais dão uma enriquecida na música, cargo ocupado por Alexandre. Vale se prender aos detalhes, pois aqui os arranjos foram pensados. E vamos até mais além, pois até a arte das páginas refletem também um pouco do teor abordado nas letras.

“Into Abyssal Landscapes” é esplendida, com arranjos de baixo belíssimos, definhados por Bruno. Bem, ouvi diversas vezes e afirmo: Não tem faixa destaque. Todas são dignas de ótimos comentários porque esbanjam técnica e algo mais importante que isso: as faixas têm sentimento.

A faixa título vem no meio do álbum, com muita cadência e os belos arranjos por toda equipe, mas os pedais duplos de Dio aparecem bem definidos, justamente por ter mais cadências. Pensei até pensei que após esta faixa as demais seriam mais cadenciadas como um tipo de lado B do CD, mas mera ilusão.

A faixa “Mechanisms of Domination” conta com a participação de Renato Osório, guitarrista da também gaúcha Híbria. Precisa dizer mais alguma coisa? Posso nem dizer que o cara veio apenas somar... ele veio, de fato, exponenciar.

Quero ver quem ficará parado ouvindo ou vendo a IN TORMENT em palco.

(por Hugo Veikon)

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