Banda: HILLBILLY RAWHIDE

Categoria: Rock Country

Ano: 2013

Interessante como a arte da música consegue unir culturas de diferentes lugares! A curitibana HILLBILLY RAWHIDE nos reforça tal forma de pensar pois nos apresentam aquele Rockabilly com Country, apesar de que nesse trabalho resenhado, intitulado “Ten Years On The Road” e lançado em 2013, o som deles ficou mais Rockabilly que Rock Country e a pegada Country ficou mais no Debut “Ramblin' Primitive Outlaws” e nas vestes. Diria que em muitos momentos eles soam o que também chamamos de Psychobilly, como a pegada conhecida como the stompin' mad bats.

O álbum começa com uma faixa instrumental e nela eles já mostram uma competência musical muito boa. Com bases de guitarra, uma exploração de piano por Joe Ferriday e uma emendada de gaita por Marcos Traad, você ainda percebe que no minuto de 2’15’’ desta faixa eles conseguem tirar cavalgadas de palhetadas ritmadas pela bateria, por Juliano Cocktail, que também usa outros recursos de percussão e tudo isso numa pomposa faixa instrumental de abertura.

A alcóolica “Uma Cerveja, Uma Cachaça e um Remedinho” conta uma história de uma vida de curtidor de cachaça e conta com toda propriedade, pois cita até mesmo o nome de uma importante cachaça produzida no pólo mineiro. E em cima de toda essa história divertida eles exploram seus instrumentos com ainda uma participação de Antônio Lino do histórico Lino’s bar de Curitiba, bar que tem cerca de 36 anos de apoio ao movimento rock. Já que estamos falando do Lino’s, vou pular aqui pra oitava faixa, mais uma regada de muita cerveja e outra história sobre esse bar contada pelo vocalista Mutant Cox, como fora uma história verídica, esta tem um destaque para as teclas preta e branca. Neste momento parabenizo a banda por tal homenagem.

Voltando às músicas eles têm um pouco de tudo e “Drunk and Stoned” é uma das poucas cantadas em inglês e que traz aquela velha pegada da HILLBILLY RAWHIDE, com uma linha meio Steve'n'Seagulls.

Eu poderia comentar sobre cada faixa aqui, pois sinceramente, cada música é independentemente única.

“Longe sem Dinheiro” será outra que irei destacar porque tem aquela pegada Rockabilly/Blues que curto, ao lado da “Hillbilly Treasure” que me traz uma áurea mais melodiosa principalmente pela parte dos vocais. “Lost and Found” mantém a linha country e é mais uma faixa das poucas cantadas em inglês, e conta com a participação especial de Cezar Benzoni. “Cavaleiros da Morte” também tem uma melodia muito, muito temática e com direito a uma quebrada de andamento, com aquela mesma pegada Psychobilly do início do álbum.

São trezes faixas completamente distintas, misturando culturas, porém todas envolvendo o rock feito com qualidade. Vale lembrar que este material foi lançando no Brasil em CD e na Bélgica em vinil.

(por Hugo Veikon)

                                               << Voltar ao Site