Banda: HIGHER

Categoria: Heavy Metal

Ano: 2014

Não quero nem citar o currículo dos músicos desta banda, porque de nada adiantaria se eles não tivessem o que um músico precisa ter - CRIATIVIDADE. A HIGHER é uma banda que, sem dúvidas, vem enriquecer mais o cenário metal brasileiro com mais uma criativa banda em fazer este estilo, mas eles não ganham elogias deste site (Arena Metal PE) apenas pela criatividade, mas sim pelo conteúdo completo, ou seja, pela qualidade de gravação, pela exploração literária, pela extrema competência musical e também pela bela capa concebida por alguns dos músicos da banda com a direção de arte do renomado Carlos Fides.

A banda já se inseriu no mercado de forma profissional. O quarteto é formado por Cezar Girardi (Vocal), Gustavo Scaranelo (Guitarras), Andrés Zúñiga (Baixo), Pedro Rezende (Bateria). Eles nos apresentam, além de tudo o que foi citado acima, também um site super bem informativo.

O que se ouve aqui é um Heavy, e me desculpe a redundância, mas é pesado. Quero dizer que não ficam apenas no tradicional Heavy ou exploração de técnicas. Eles vêm com elementos Power e diria até mesmo Thrash, onde momentos nos fazem lembrar os vocalistas Tim "Ripper" Owens e Tim Aymar (Control Denied) como também King Diamond, mas por Cezar Girardi mostrar-se um vocal tão versátil é ele que também nos faz sentir alguma essência Thrash. Se você conhece e gosta da banda Charred Walls Of The Damned você sabe do que estou falando.

Eles começam o álbum homônimo com a música “Lies” e nela eles já revelam que a musicalidade da banda tem um leque de estilos que vão além das influências heavy metal. Apesar  de efeitos na voz, observa-se a precisão das notas. A bateria tem um grande destaque pelas variações heavy, intercaladas aos compassos binários, acrescentando contra utilizado em frevo sem perder o peso e feeling do heavy. Ainda nessa música há um sincronismo na guitarra com os demais instrumentos. Sem falar dos arpejos e sonoridades limpas em suas aplicações.

Outra música que podemos citar algo é “Climb the Hill”. Nesta, eles mais uma vez navegam em vertentes diversas da amplitude musical, como sentimos a essência do blues com utilização de pedal duplo que também usa o compasso binário, porém os contras influenciados por ska, rocksteady e afins jamaicanos, que podem ser usados tanto o binário como o quaternário. E ainda pode-se falar da introdução que usa a base do violão clássico. Além do solo e outras passagens da música, esta faixa tem uma sonoridade de escala oriental.

Todas as nove músicas chamam atenção, mas vamos citar só mais uma para que a resenha não fique extensa. E pra sair do comum, vamos para a “Break the Wall”, que tem uma introdução mais clean, e é mais tranquila, com uma atmosfera mais melancólica e obscura, com duelo de voz.

Eles têm particularidades interessantes que valem prestar atenção, como: saber dividir a música dando espaço para casarem as partes instrumentais fazendo cada músico se destacar e sabendo deixar o espaço para encaixe de vocal, (que, diga-se de passagem, tem ótima dicção); sincronismo de instrumentais. A cada audição do álbum você consegue perceber novos arranjos.

A HIGHER surgiu e não sobram dúvidas que eles já chegaram profissionais.

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(por Hugo Veikon)

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