Banda: HATEFULMURDER

Categoria: Death/Thrash

Ano: 2014

Sabe aquele CD que logo aos primeiros acordes já te prendem a atenção? Gravação cristalina, instrumentos bem timbrados, material físico muito bom.

Formada em 2008 e já contando com dois singles e dois EP’s, em 2014 eles pariram essa obra de violência, técnica e precisão intitulada “No Peace” em parceria com a Voice Music e  Cogumelo Records.

Inicialmente destaco a coesão entre Renan Campos (Guitarras), Thomás Martin (bateria) e Rômulo Pirozzi (baixo) logo nos primeiros acordes de “No Peace for the Wicked”, que explode quando entra o vocal de Felipe Lameira. A produção de Fabiano Penna e da própria banda certamente elevou a qualidade sonora do trabalho. A segunda faixa, “Gates of Despair”, que intitulou o EP de 2013, tem uma veia thrash mais pesada e nele podemos notar muita influência do Testament (principalmente no vocal de Lameira), características que se repetem na quarta faixa, “Worshipers of Hatred”, que destaco como minha preferida do play tanto pela estrutura como pela letra e pelo intermezzo, que é muito bem executado, deixando apenas guitarra e bateria alternando a pancadaria.

Falando em letras, eis outro destaque do HATEFULMURDER! Todas de autoria de Lameira e Thiago Ramis, que ao que consta não é nem foi da banda. As mesmas exprimem idéias muito focadas e não se prendem a repetições pegajosas ou métricas simples. Exceto em “Burned to Ashes” e “Scars to God”, os refrões não são repetidos à exaustão.

Também destaco a trinca final composta por “Fear my Wrath”, “Shackles of Ignorance” e “Scars to God”. Na primeira há um caos sonoro e violento. A segunda conta com backings mais rasgados, que enaltecem mais a pegada Death da banda, sem contar pedais duplos de bateria muito ritmados e trabalhados. A última tem uma ignorância que fecha com chave de ouro este debut. Um Thrash em sua estrutura e um death em seu refrão que grudam na mente e se repete após o final da audição.

Não à toa, este álbum entrou em meu top 10 de 2014 e desbancou até alguns álbuns tidos como certos em outras listagens. Mas estes cariocas vão longe. A homenagem feita ao ex baixista, Ernani Henrique, que faleceu vitima de câncer em 2012, correspondeu à altura.

Non Est Pax!

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(por Léo Quipapá)

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