Bandas: HATE HANDLES

Categoria: Death Thrash Metal

Ano: 2013

Os gaúchos do HATE HANDLES já estão na estrada a cerca de quatro anos e já começaram com o pé direito ao soltar seu debut, intitulado “Die in Hands of Believers” em 2013, pela Eternal Hatred Records. Tanto a parte visual como a produção do mesmo estão muito bem feitas, o que facilita tanto para os fãs como para sua assessoria, a MS Metalpress (agora MS Metal Agency) a posicioná-los bem no mercado.

O cd abre com “Nothing Useful”, que lembra bastante a pegada do Nightrage e mantém a pegada com “Keep the Disease”, tem uma levada cadenciada e na parte final entra uma batida mais Thrash Core. Em ambas, o trabalho vocal de Charles Magnabosco se sobressai, pois sua voz potente e bem característica. Já o começo de “Deceived” lembra bastante o Atheist e tem umas quebradas que também lembra Messhugah, mas nada tão técnico e repetitivo que faça a música ter quebra de clima. Particularmente foi uma música que gostei muito no cd. Apesar do timbre das guitarras de Maicon Dorigatti serem mais abafados, as músicas não têm levadas de new metal. Outro ponto positivo é que o batera Jonatan Mazzochi tem uma mão pesada e boa técnica de bumbos e é bem escudado pelo baixo de Matheus Delalba.

Uma nuance que notei no trabalho do HATE HANDLES foi que eles não se fecham em poucas influências e referencias. Digo isso porque em “Why Praise?” notei muitas variações e em alguns momentos lembrei até algumas passagens vocais similares ao Slipknot.

Como pontos de melhoria eu citaria que as ótimas letras dos caras precisariam de mais alguns segundo de som. Ao você ouvir boas faixas como “Die in the Hands of Believers”, “Why Praise?” e “Persistence of the Defeated”, nota-se que os finais das mesmas são muito abruptos e pedem mais alguns segundos a mais de ‘rifferama’ e batidas.

Outra faixa que agrada bastante é “Respect by Fear”, que é um Thrash mais moderno, mas bem agradável. O cd fecha com “Escape” e nos deixa curiosos quanto ao futuro, pois bala o Hate Handles tem e sabe usar.

Cheers!

(por Léo Quipapá)

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