Banda: HAGBARD

Categoria: Folk

Ano: 2015

O cenário brasileiro vem se diversificando cada vez mais, com bandas distintas apresentando cada uma sua personalidade peculiar e sempre investindo, dando o melhor de si, desde as músicas ao trabalho de divulgação, arte gráfica  e principalmente uma temática em cada lançamento, ou seja, lançamentos conceituais. Desde então, eis que surgiu a banda Hagbard, mineira de Juiz de Fora que está se firmando (ou podemos dizer que já se firmou) no cenário nacional com seu folk metal de nível internacional e que merece atenção de todos os amantes de um estilo cru mas com todos os elementos necessários para um som agradável para apreciação.

Pra se ter idéia do potencial da banda, a mesma lançou primeiramente o single “Lost in the Highlands” de maneira independente e seu sucessor (o álbum “Rise of the Sea King”) foi lançado apenas por uma gravadora russa e vem sendo bem elogiado pela mídia especializada não só no Brasil como também no mundo. E agora, para começar o ano em ótima performance, a Hagbard nos presentou com o EP “Tales of Frost and Flames”, que será lançado dia 7 de fevereiro mas nós, do Arena Metal,tivemos a honra de fazer a audição do mesmo antes do lançamento. “Tales of Frost and Flames” será lançado pele Genócidio Records e Ihells Produções, gravado no próprio estúdio da banda e masterizado pelo italiano Vicenzo Avallone.

Neste EP  podemos destacar o material de formato digifile de ótima qualidade pela arte gráfica apresentada, artes estas produzidas novamente por Jobert Mello que tem uma vasta experiência e já trabalhou com bandas como Sabaton e Primal Fear, e o Hagbard entrou nesta lista de grandes bandas do artista. O Ep traz 5 músicas queforam compostas inspiradas na obra “As Crônicas de Gelo e Fogo” do conceituado autor George R. R. Martin, isto sendo notável influência na capa desse EP e no próprio título.

Fazendo a audição deste EP, vi que a banda seguiu a mesma linha do lançamento antecessor (Rise of the Sea King), só que os caras estão mais entrosados e demonstram bastante fellings pesados nas melodias onde cada músico mostrou que teve uma evolução em questão de produção e técnicas. Tanto que nos usos das flautas os mineiros arrebentaram junto com os teclados que mostra que Gabriel Soares só vem evoluindo cada vez mais. O mesmo Gabriel é quem comanda os dois instrumentos além dos clean vocals. No vocal principal, Igor Rhein continua com seu vocal destrutivo que posso o batizar como o Johan Hegg brasileiro, mas Igor traz um vocal, digamos, mais “rasgado”, o que o torna mais agressivo. Sem contar com a guitarra de Danilo Marreta que continua nos brindando com fantásticos riffs. Everton Tom Tom e Rômulo Sancho completam todo esse belo trabalho, respectivamente baterista e baixista que são responsáveis por deixar  o som mais completo ainda. Os pedais duplos de Everton são bem trabalhados e Rômulo tem que ser bom pra acompanhar para os dois se completarem.

Começando com uma intro clássica, digna de filmes que retratam fantasia épica, intitulada “Tales of Frost and Flames”, o EP se inicia super épico. Passando para a segunda faixa, “Cursed Dwarf”, que já mostra o que já foi citado (o desempenho de Gabriel no teclado em solo junto com Danilo), seguindo com “War for the Dawn”,onde novamente o solo calmo de teclado deixa o clima agradável pra depois entrar o peso, agressivo e sombrio de toda a banda. Isso tudo mostra o quão os caras são diretos nas melodias e sempre marcantes. “Stormborn Queen” traz aqueles violinos dançantes de folk em diversos momentos, junto com clean vocals e as flautas típicas. Sem dúvida, a faixa nos remete a música “Mystical Land” (faixa do primeiro álbum), só que esta encontra- se bastante folk. Para finalizar, a faixa “High As Honor” com uma pegada puxando pro lado death metal melódico sem deixar o folk metal. Ela nos brinda com ótimos backing vocals e demonstra que a banda veio mais forte para deixar todos ansiosos pelo próximo full.

Com “Tales of Frost and Flames”, a Hagbard nos mostra o quanto eles são importantes para o folk metal brasileiro (ou melhor, para cenário brasileiro), pois, sem dúvida, é uma banda que tem potencial forte para nos representar bem em outros países, pois o som apresentado é bem ao nível do que está sendo produzido lá fora, desde letras até as partes harmônicas, sendo que a Hagbard traz características distintas, bastante balanceadas de modo geral.

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(por Ismael Guidson)

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