Banda: GUEPPARDO

Categoria: Hard/Heavy Metal

Ano: 2015

A MS Metal Records dentre seus grandes lançamentos trouxe em 2015 o primeiro álbum dos gaúchos do Gueppardo, batizado de “Fronteira Final”, onde  os músicos trouxeram nove faixas com tempo médio em três minutos e onde a sonoridade é bem heavy metal tradicional e faz o ouvinte remeter bandas dos anos 70/80, quando o heavy metal estava nos primeiros passos e de cara faz lembrar de bandas como Stress e Azul Limão. Sem dúvida é uma viagem no tempo com uma cozinha de influências.

A Gueppardo trás, da sonoridade a arte de capa, uma coisa mais crua comparada ao que está se fazendo hoje em dia, mostrando em todoencarte o animal que dá nome ao grupo, e essa idéia se encaixa perfeitamente, pois trata- se de um disco bem energético, assim como o animal em suas características biológicas. Exaltando o lado nacional, as letras das músicas são catadas em português e abordam temas como paixão entre outros sentimentos e decisões na vida. Em resumo são letras marcantes e bastante reflexivas. Os responsáveis por este full foram Joe Zon (vocal), Pery Rodriguez (guitarra, violão, percussão) e Felipe Chagas (bateria, baixo) além de outros músicos convidados.

A faixa que abre o disco é a título do álbum, “Fronteira Final”, com destaque pra letra que em poucos minutos fica na cabeça, além do vocal de Joe que abusa dos agudos e não se torna algo chato e guitarras com solos gritantes e melódicos clássicos. “Roleta Russa” é outra que ganha destaque no álbum, com os solos gritantes, porém ela é acompanhada de ótima linha de baixo. Seguindo com a empolgante “Fúria e Paixão” .Já “Planeta Proibido” é daquelas faixas exibicionistas, onde a banda saturou de solos, porém os caras souberam encaixá-los muito bem. “Estrela Perdida” dá uma calmaria no disco pois é uma faixa clichê, leve e melódica, bastante bonita e sentimental. O disco segue na mesma linha após a balada relatada, com várias músicas mais ao estilo hard e heavy metal, com destaque para “Anjos e Demônios” e “Nada a Perder” que veio com uma atmosfera ótima nos teclados.

Pode-se dizer que “Fronteira Final” trata-se de um disco para remeter e lembrar dos primórdios, mas com produção atual. É um disco contagioso pra ouvir no volume máximo para os conservadores do meio heavy metal.

 

(por Ismael Guidson)

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