Banda:FIRETOMB

Categoria: Thrash  Metal

Ano: 2010


O melhor lançamento do 1º semestre de 2010. O CD “Hellvolution” demorou mais valeu à pena, tanto para a banda FIRETOMB quanto para o público que ouvir esse excelente álbum. Lucas (v) – Randal (g) – Marcos (g) – Risaldo (bx) e Luciano (bt), este quinteto mostra que sabe fazer show ao vivo, bem como executar seus sons em gravação, algo que não é tão fácil de fazer, ou seja, transmitir o feeling através de caixas de som.

Começando com a quantidade de faixas, 10. É ótimo quando um CD vem com grande número de faixas e quando todas essas faixas têm a medida exata de peso, instigação e feeling.

A 1ª faixa – “Devil Intervention” - já mostra de cara o que está por vim, total Thrash Metal no melhor estilo Bay Area, com riffs muito bem palhetados, dentro de escalas, algo que se ouve em todo stuff. O trabalho inspirado em bandas tipo: Metallica (antigo) – Exodus – Kreator – Slayer, completa todo o material.

Eu destacaria aqui a “Between Heaven And Hell” – com várias cadências de bate cabeça, levadas, que já sabemos, abrem diversas rodas violentas na capital pernambucana, ainda arranjos do guitarrista Randal com seus solos e harmônicas. Dentre os destaques citaria ainda “Don’t Surrender” com uma pegada core forte, conciliada a trabalhos de riffs que nos deixam inquietos, mega vontade de “shake the head”. A faixa que dá rótulo a banda chama-se “Thrash Metal”, esta por si só fala, total thrash, total instiga, refrão pegajoso e uma lírica que narra a principio uma situação de vida thrash em relação a vontade,atitude e meta, já na outra estrofe uma situação mais social poderes e povo.

Ainda citaria como destaque a “Fallen Man”, com mais groover, que nos mostra uma atmosfera em sua introdução mais longa, porém interessante. Nesta Lucas (v) canta menos e o instrumental aparece mais, as guitarras solam mais, uma pequena demonstração do batera Luciano chama outro riff e vamos para mais riffs.

Outra faixa que trabalha bem seu instrumental é a “Rotten Faith”, a mesma começa com cadência, nesta até Risaldo - baixista - tem sua participação individual, uma escala que chama mais um duelo de solos matadores.

Dentre uma faixa e outra ouvimos suas influências demonstradas em riffs, algo que lembra exatamente o que mencionei no começo desta resenha.

Para não me estender demais e tornar esta resenha chata, vou apenas dizer que a banda pode ter total orgulho do que fez, pois já ouvi muitos bons comentários sobre o “Hellvolution” e as respostas estão sendo demonstradas nos shows com rodas violentas e o público cantando junto a banda.

Por trás da masterização está Thiago Bianchi (Shamman), embora isso em minha opinião os méritos, ainda, ficam à banda que teve criatividade, competência musical e vontade, tudo o que precisa para concretizar este material com excelência.

Se você gosta de Thrash Metal este é ultra aconselhado, senão curte o estilo é uma ótima oportunidade para começar a gostar.

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(por Hugo Veikon)