Bandas: FINITUDE

Categoria: Heavy Metal

Ano: 2013

Vendo a cronologia descrita, podemos dizer que foi luta pra sair este material. O mesmo foi gravado entre 2010 e 2011 (e até onde eu sei estava previsto para ser lançado em 2012), mas foi só em 2013 que foi definitivamente lançado. Aí você pergunta “por que citar todas essas datas?”, mas é para mostrar, como falei no começo, a luta que foi pra lançar e para você ver a dificuldade que é fazer um lançamento de uma banda, que agora completa 10 anos.

Fazer metal no Brasil não é uma tarefa fácil, no nordeste menos ainda, mas temos bandas ímpares com musicalidade extraordinária e a FINITUDE é a banda em questão e merecedora de todos os elogios.

Oriunda de Sergipe, esta banda vem nos apresentar seu Heavy Metal progressivo. De cara você já observa qualidade da banda e no primeiro riff você até vai achar que vem algo pesadão, que não deixa de ser, mas é de forma sutil. As duas primeiras faixas “Prellude to Agnosia” e “Choices and Wills” parecem uma única música, mas cada uma tem sua particularidade. A primeira tem uma mistura de voz não tão usual para o estilo que é mesclar vocal progressivo (clean) com gutural, e a pegada da bateria de Arnaldo Silva? ora ele bate no contratempo, ora volta à marcação. Loucura! As melodias de guitarras são realmente muito cativantes, porém, definitivamente, “Choices and Wills” é a melhor música do trabalho. E olhe que eu nem cheguei no final do álbum! Esta faixa pega carona no reverb da faixa anterior e tem uma melodia muito bem estruturada principalmente na forma que Marcelo Minotauro formalizou (construiu) sua voz nela, usando técnicas de ritardando, onde faz um atraso de andamento na voz contra a parte instrumental, pra ser mais preciso essa técnica foi mais usada com ênfase no refrão. Frisei tal feitio por não ser muito comum, mas que deu um charme na música, isso deu.

“Dissension Homines” e “Days and Nights” são também grandes candidatas a destaque, mas não ultrapassam a eleita. Embora as partes líricas tenham histórias interessantes.

A banda soa com inúmeras influências, mas sempre que ouço a faixa “Harder to Live” só me lembro do Pink Floyd e sua faixa "Eclipse" (do clássico Dark Side of The Moon), mas a semelhança ficou apenas no mistério repetitivo que eles fazem no refrão. Nada a ver as partes instrumentais, até porque aqui a velocidade é bem explorada e o contrabaixo de Djalma Moeira é bem mais monstruoso.

Há também as mais calmas e melodiosas que é o caso de “Tears of the Night” (essa me lembra algo mais atual como a Dream Theater) e “The Shadows in Your Face”.

Interessante que a faixa que toma emprestado o nome da banda não soa tão carro chefe do álbum. Tem mais explorações de ritmos, mas a música não mostra tanta emoção como as demais ao longo deste CD.

As guitarras do álbum têm grande força e o que se pode dizer para esses dois caras (Ícaro Reis e Luis Gustavo)? Parabéns, caras, vocês blindaram o álbum ‘Dissension Homines Pt. 1’.

Esse CD é, sem dúvida, um grande material. Acho apenas que a banda precisa se mostrar mais, porque não adianta ter apenas lançado o trabalho que isso criará um campo de força, onde na verdade a FINITUDE deve mesmo é buscar romper barreiras e fronteiras. Vocês já são grandes!

 

(por Hugo Veikon)

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