Banda: EXPOSE YOUR HATE

Categoria: Grindcore

Ano: 2014

Cara, quer uma dica? Você está dirigindo, o trânsito está caótico e estás ‘emputecido’ da vida? Estás atrasado para algum compromisso? Não ouça esse CD nestas circunstâncias, senão tu vai fazer merda. Mas se tudo tiver bem contigo, faça o simples: tope o volume e se impressione com esta obra, pois são 17 faixas de caos!

Acompanho o trabalho do EXPOSE YOUR HATE desde a época da Demo “In God We Crush”, de 1999, e nunca vi os caras tão raivosos como agora. Destes primórdios ainda restam Luzdeth Loth nos vocais (guturais, rasgados, gritados, etc...) e Claudio Slayer (baixo). Com eles temos Flávio França na guitarra e Marcelo Costa na bateria, além de Herman Souza, que gravou o CD e saiu pouco antes do lançamento e foi substituído por Paulo Death. As influências dos caras são um turbilhão de coisas, pois vemos pitadas de Nasum, Napalm Death, Terrorizer, Marduk, Brutal Truth, Facada e Morbid Angel.

Antes de lançar o CD eles soltaram trechos de “Ready to Explode”, que teve uma quantidade de visualizadas muito boa, no Youtube. Também destaco “Blessed By Ignorance” que tem uma linha de baixo muito bruta e pesada, “Odius Operandi”, com seus 59 segundos de caos, “Deceived In Faith”, com sua introdução bem hardcore e refrão grudentos e “Confront The Untouchable” graças a sua violência absurda.

Uma boa sacada do CD foram as vinhetas, como em “My De-Generation” (seria esta uma “homenagem” à famosa música do The Who?), “Suspicious Activity” (coincidentemente a vinheta da 11ª faixa fala do 11 de Setembro!) e “Start The Chaos”.

“Marked Target” também teve uma pré-divulgação durante as gravações e ao ouvi-la completa temos certeza que os caras capricham em tudo mesmo. Interessante como nela se destaca o solo de baixo. E Cláudio não teve dó da gente, pois deixou as linhas muito mais fortes que anteriormente e muito destacadas. Ouça “666 Reasons To Hate” ou “When We Destroy To Create” e entenda o que digo.

Outro grande destaque do CD são as linhas vocais de Luzdeth. O cara, principalmente ao vivo, vai fácil do gutural ao rasgado e tudo com muita agressividade e caos. Em “Transitory Lifetime” e “Self-Denial Attitude” o cara detona valendo, sendo muito bem escudado pela batera precisa de Marcelo, que em certos momentos inclui pegadas difíceis e precisas.

A produção do CD é também um ponto a ser destacado. As guitarras estão cortantes e “na cara” e tudo está muito bem equalizado e equilibrado. A última faixa, “Life Not For Sale”, também presente na primeira demo, atesta isso, visto que aqui ela ganhou um peso absurdo e um solo final a cargo de Cláudio, que fecha com chave de ouro esse excelente trabalho dos potiguares. Arrisco dizer que o EYH atingiu um patamar elevadíssimo a nível de Grindcore nacional.

Enjoy your life and grind!!!

(por Léo Quipapá)

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