A The-Ax surgiu em 1986, na cidade de Camaragibe – PE, sendo uma das poucas bandas que não parou sua atividade, ela honra sua proposta inicial, tocar Thrash Metal. Com apenas uma demo (tape) a banda abriu diversos shows, ao lado de bandas como: Krisiun – Angra – Shaaman – Dorsal Atlântica – Monasterium e outras. Isso somou ainda mais para o histórico desta banda, que atualmente (2010) lança seu CD, Postcard From Hell. Não é para qualquer um, tal biografia tão rica. Com isso conversamos com o líder Washington.

ARENA METAL: Uma curiosidade que tenho, até porque não vivi a época do nascimento da banda, é em relação ao nome da banda. Existe algum motivo especial para você nomear a banda como The Ax? Houve alguma influência ou alguma história a respeito da escolha desse nome?
THE AX (Washington): Como toda banda, o batismo é sempre um problema. A princípio chamamos de EXITER, por causa de uma música do KISS, mas já existia uma banda Canadense com esse nome, por causa de uma música do JUDAS PRIEST. Colocamos RESTOS MORTAIS, mas já existia uma em João Pessoa. Então,  num belo dia, cada um em sua casa, eu e o primeiro guitarrista da banda (Júnior) assistimos um filme (O Machado Imortal) na televisão e no outro dia os dois chegaram com a mesma sugestão - THE AX! Como na época havia bandas como SAXON, MANOWAR, entre outras que falavam sobre bárbaros, achamos legal botar o nome da banda a mais significativa arma dos bárbaros e com isso surgimos para decapitar os falsos metais da época. kkkkkk!!!!! 

ARENA METAL: Você sempre foi um cara muito crítico em relação ao som da banda e aos músicos com quem você já tocou. Houve alguma época em que você pensou em desistir da banda devido a dificuldade de encontrar pessoas que entendessem as características do The Ax?
THE AX (Washington): Meu... já. Teve um momento em que fiquei cansado, mas a música foi mais forte e continuei persistindo. Até hoje as dificuldades são muitas mas o metal está sempre em mutação e de repente aparece um bando de garotos querendo fazer um som old school e são recrutados quando se precisa.

ARENA METAL: Sua transição do baixo para a guitarra foi algo planejado ou foi fruto das diversas mudanças de formação ocorridas anteriormente?

THE AX (Washington): No inicio (long times ago), tínhamos 3 guitarristas e nenhum baixista. Então fui para o baixo para podermos ter uma banda, que logo depois virou um trio até hoje. Já fomos quinteto, quarteto mas sempre prevalece o power trio. E, aproveitando o ensejo, em breve vocês terão uma grande surpresa com a formação do The AX. Aguardem!!!

ARENA METAL: Durante essas mais de duas décadas de banda, você já presenciou várias mudanças de mercado, mudanças de estilos, mudanças de comportamentos, mas tanto você como o The Ax se mantém íntegros ao estilo proposto. Em algum momento você sentiu a necessidade de se “adaptar” a algumas dessas mudanças?
THE AX (Washington): Não. Mas também não somos tapados neste sentido. Estamos abertos ao novo, desde que não descaracterize nosso trabalho. Nós não queremos soar datados e nem lembrar banda nenhuma.

ARENA METAL: Antigamente a cena recifense contava com bandas de diversos estilos, que vez ou outra tocavam juntas (Cambio Negro HC, Caco de Vidro, Arame Farpado). Como era, por exemplo, dividir palco com bandas de outros estilos e ver uma platéia tão heterogênea?
THE AX (Washington): Nós achávamos legal e até hoje dividimos palcos com muitos estilos diferentes, principalmente em palcos da prefeitura.

ARENA METAL: Mesmo sendo de estilos diferentes, sei que você tem amizades antigas com músicos como Ony (ex-Arame Farpado e Faces do Subúrbio) e Canibal (Devotos). Isso aconteceu devido a seu trabalho com o Bay Area Studio ou veio dessa época que as bandas tinham mais aproximação? Como esses caras e outros viam e vêem o trabalho do The Ax?
THE AX (Washington): DEVOTOS, ARAME FARPADO, CÂMBIO NEGRO HC junto com seus respectivos músicos, que dividiram muitos shows conosco e a amizade permanece a mesma até hoje. Quanto ao que acham do The AX? Na minha frente só ouço elogios. Uma coisa que sempre prezamos foi o profissionalismo e isso na época impressionava os outros caras das bandas. Era muito divertido e as roubadas que nos metíamos então...

ARENA METAL: Quais os momentos que você considera como os mais importantes durante toda a trajetória do The Ax?
THE AX (Washington): Tocar para mais de 5000 no PE NO ROCK em 2002 foi impressionante e o primeiro show fora do estado, em Aracaju, também foi marcante.

ARENA METAL: A banda lançou em 2010 um material muito bem elaborado, que foi um CD (Postcard From Hell) e um DVD (Live at Recife). Isto seria um material comemorativo ou simplesmente algo já previsto pela banda?
THE AX (Washington): Com certeza. Previsto e bastante atrasado.

ARENA METAL: A The Ax vem gravando mais imagens em shows. O próximo stuff virá também com um DVD? Se sim. Por quê? No “Live at Recife” houve algo que ainda não ficou de agrado?
THE AX (Washington): Acho que não. O Live at Recife eu fiquei no escuro o tempo todo, mas tá valendo como primeiro registro oficial.

ARENA METAL: Quanto à estrutura de shows. Houve alguma melhoria? Tipo: Os organizadores  atualmente se preocupam mais com a aparelhagem do evento, da acústica da casa, assistência a banda ou ainda não?
THE AX (Washington): A coisa toda, para funcionar bem, falta muito. Mas tenho notado que as pessoas que estão se envolvendo com eventos tem melhorado e deixo aqui meu recado: olhem pelas bandas, pois são elas que lhes proporcionarão uma boa festa, então nada mais justo.

ARENA METAL: Você, como um cara antigo nesta cena undeground pernambucana, já viu várias mudanças nesta cena. Cite algumas mudanças positivas e negativas. Aproveite e deixe suas considerações finais.
THE AX (Washington): Positivas: Bomber Rock Bar, Arena Metal (que como produtores são muito competentes), máquina do metal, as diversas bandas emergentes.
Negativas: as intrigas entre algumas bandas. Façam sua parte e vivam!!!!
SIGAM SEUS CAMINHOS E CORRAM ATRÁS DE SEUS OBJETIVOS. NINGUÉM PAGA SUAS CONTAS. BANGER TILL DEATH!!!!!
OBRIGADO em nome do The AX!!!!!!

 

(Por Hugo Veikon e Léo Quipapá)