O Storms é um power trio oriundo de Caruaru/PE e foi formando em 1988. Naquela época a banda tocou com vários nomes da cena nacional. Em 2011 a banda retomou suas atividades e oportunamente entrevistamos a banda para contar um pouco de sua história.

Arena Metal - Primeiramente vamos falar sobre o retorno da Storms. Já sabemos que haverá o lançamento do um EP no dia 07 de dezembro, certo? Nesse primeiro momento gostaria de saber como está o andamento dele? Já tem título definido?
STORMS: Já cumprimos algumas etapas fundamentais para a realização do nosso 1º EP oficial, como definição de metrônomos e captação dos instrumentos. No momento estamos gravando os vocais, logo partiremos para o passo seguinte, mixagem e masterização. Elegemos o nome de uma das músicas antigas para o título do EP: The Beginning Of The End.

Arena Metal - O EP terá quantas músicas? A tiragem será limitada?

STORMS: O EP contará com 4 músicas da década de 1980 (que são Chemical Death, All The Evil e The Rape, que foram gravadas numa antiga demo da Storms, e a faixa título do EP The Beginning Of The End) e mais 2 músicas da fase atual 2013 (Devastation e Dangerous Minds), totalizando 6 faixas. Quanto a tiragem do EP, não pretendemos limitá-la.

Arena Metal - Os temas abordados no EP terão um foco apenas ou são temas aleatórios?
STORMS: Os temas são aleatórios, mas refletem sobre o caos social na esfera global e os conflitos humanos, mas, de certa forma, todas as faixas têm uma relação com o título da obra.

Arena Metal – Como você compararia a formação e a pegada antiga com o que vocês fazem hoje na Storms?
STORMS: Na formação clássica, que era Alex (vocal e bateria), Júnior Sá (guitarra) e Kinho (baixo), mesmo com todo reconhecimento, o som era bem experimental. Daquela época para hoje, mantêm-se Alex e Júnior Sá nas mesma funções e com a mesma essência criativa e a energia do thrash metal oitentista. Naturalmente houve um amadurecimento técnico e, com a entrada de Kassius (baixista atual), temos a soma ideal.

Arena Metal - Música tem que ser muito praticada, aí gostaria de saber sobre esse hiato de vocês. Por onde andaram você e Júnior? Como vocês passaram esse tempo?
STORMS: Mesmo com a dificuldade de tempo devido a estudos e trabalhos, nunca abandonamos a música. Participamos de vários projetos como Karcarah, Kataclismo, Zabumba Bacamarte, On The Rocks, sempre com a ideia de retornar a Storms. No momento oportuno, em 2010, voltamos a ensaiar as músicas antigas, covers da época e a compor novas músicas. Em 2011 realizamos o show do retorno no Visions Of The Rock Festival (Caruaru).

Arena Metal - Como funcionou o recrutamento de Kassius para o contra-baixo, visto que ele já é integrante de outra banda também.
STORMS: Antes de recrutar Kassius, tentamos com Edu Slap (Faces do Subúrbio) e um ex-baixista da Storms, Wladimir (que, infelizmente já faleceu), ambos contemporâneos da banda que, por conta de outros compromissos, não se engajaram. A partir daí, observamos algumas performances de Kassius que, mesmo sendo da nova geração, expressa forte identificação com o Thrash Old School, sendo ideal para a Storms, além de um grande músico, temos ótimo entrosamento e é um cara dedicado que sabe conciliar seu trabalho junto a Perpetuo Insigne, sua outra banda.

Arena Metal - Como é olhar para trás e ver que vocês fizeram parte do começo de um movimento que hoje é algo grandioso?

STORMS: É uma grande honra para a Storms ter feito parte do início do movimento underground que marcou nossa adolescência e nos lançou o desafio de desbravar o thrash metal em nossa cidade e região nordeste, em tempos tão remotos. A Storms agradece todo reconhecimento de ontem e de hoje, aos que se empenham na valorização e divulgação do metal nacional.

Arena Metal - Bem, vamos desejando um bom show pra vocês em dezembro e confirmamos nossa presença aí. Finalizamos aqui e gostaríamos que você desse uma nota para nossa cena na década de oitenta e uma nota para nossa cena no dias atuais - 0 (ruim) - 5 (moderada) – 10 (ótima).
STORMS: Na década de 80, apesar das dificuldades, a motivação de bandas e público era maior e os grupos mais aglomerados. Nos tempos atuais, com mais facilidades e uma diversidade de bandas e público sentimos falta da empolgação e sentimos os grupos mais divididos. Considerando que as cenas das duas épocas tinham e têm muito a melhorar, pontuamos 05 (moderadas) para ambas, mirando um melhor conceito adiante.

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(Entrevista por Hugo Veikon)

 

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