Spreading Hate é uma banda Paulista formada em 2004. A banda já teve um EP lançado no mercado underground e  chegou ter alteração em sua formação. Mas em 2013 a banda fechou com a MS metal press e juntos finalizaram a produção do primeiro full álbum intitulado “Hatecomming” pela Eternal Hatred, com distribuição física pela Voice Music e digital em todo o mundo. Este site resenhou este material, mas como normalmente ficam algumas dúvidas fomos em busca de respostas. Confira:

(Entrevista por Hugo Veikon)
 

Arena Metal – Primeiramente agradecemos o tempo disponível. As perguntas vão abordar sobre o excelente trabalho que tem sido o Hatecomming. A escolha da música de abertura “Ligthed” foi por acharem que essa faixa apresentaria melhor a banda ao público?
SPREADING HATE: Já tínhamos usado ela para abertura de shows e ensaios, e ela caiu como uma luva para a apresentação da banda. “Ligthed” é uma musica simples, rápida, e ao mesmo tempo muito enérgica. É como um resumo do que vem nas próximas faixas.
Tínhamos a idéia inicial de fazer uma musica de introdução instrumental ou atmosférica, mas isso não foi necessário.

Arena Metal – Eu acho a música “Anesthesia” também excelente, mas noto que ela mostra outro lado da banda. Vocês também veem essa música como um lado mais ‘soft’ da banda? E qual foi o motivo pra fazer uma faixa mais leve?
SPREADING HATE: O processo de composição das musicas ocorre muito naturalmente, não nos limitamos em estilos ou fronteiras, o importante é todos gostarem do que estão ouvindo e tocando, e este é o grande diferencial. Quando o Hatecomming estava em fase de produção, tínhamos várias musicas prontas e apenas 9 musicas no orçamento da produção, então fomos obrigados a selecionar quais musicas gravaríamos, e quais seriam descartadas do álbum. No geral as musicas estavam bem pesadas e rápidas e a Anesthesia foi a escolha perfeita para equalizar e equilibrar o CD.

Arena Metal – Explorar o Heavy numa pegada Death não é tão comum, ou talvez não tão aceito aqui no Brasil, mas vocês, em meu ponto de vista, conseguiram acertar. Qual o feedback que vocês tiveram com o lançamento da Hatecomming?
SPREADING HATE: Acredito que o Hatecomming conseguiu criar uma identidade para o som da banda, pois durante a divulgação do nosso EP “Nightfall” ouvi alguns comentários comparando as musicas do Spreading Hate com outras bandas do estilo como Children of Bodom e Norther.

Já nesta ultima divulgação a comparação se tornou recomendação para fãs das bandas, e isso foi certamente muito gratificante. Sabemos que o Melodic Death e o Heavy/Death Metal de forma geral ainda não é cultuado no Brasil, mas posso garantir que temos potencial para mudar este cenário. Existe uma safra muito boa de bandas nacionais que a cada dia me surpreende com a qualidade do material e do profissionalismo.

Arena Metal – Uma curiosidade minha gerou uma pergunta diferente: A capa do álbum foi inspirada realmente no título do álbum ou na música “Rise”? Porque essa música tem mais a cara de locomotiva.

SPREADING HATE: A capa não foi associada a nenhuma música, mas sim ao momento atual da banda. Esse é nosso primeiro full lenght e estamos cheios de energia e ódio para distribuir. A capa foi uma representação visual disso tudo: estamos a todo vapor, destruindo a porra toda!
E, naturalmente, a idéia do trem ficou coerente com toda a temática nas letras. Logo depois da conclusão do álbum, curiosamente, descobrimos que Subterranean Palace é como é chamado o metrô de Moscow, rsrs.

Arena Metal – Como vocês chegaram ao Chrystian Szankowsky para tomar a frente dos ajustes do álbum?

SPREADING HATE: O Chrystian é um grande amigo da banda e acima de tudo um excelente profissional. Já tínhamos trabalhado com ele na mixagem e masterização do nosso EP, então já conhecíamos bem o trabalho dele.

Antes de levar o Hatecomming para Chrystian, iniciamos a mixagem com outro produtor, que nos vendeu a idéia de que conseguiria uma puta produção com equipamentos mais tops e caros, mas de nada vale ter equipamento bom e não saber fazer o básico de uma mixagem, isso foi um dos motivos do atraso no lançamento do disco, pois tivemos que iniciar o projeto do zero com o Chrystian, que mesmo com os prazos apertados conseguiu fazer um trabalho foda!

Arena Metal – Já que estamos falando de conhecer pessoas, como foi que o Lucas Cassero chegou até a SPREADING HATE?

SPREADING HATE: Na época que o Bruno saiu da banda, eu tinha bastante contato com uma galera que tocava melodic death e durante uma conversa informal com meu amigo Rafa Morandi (Arch Enemy Cover) ele comentou sobre o Lucas que já tinha tocado com eles e me mandou o contato com boas recomendações.
O Lucas tinha acabado de sair de uma banda e estava procurando um trabalho mais sério. Logo que mandei o convite do teste ele aceitou, o ensaio rolou e a sintonia fluiu naturalmente. A entrada do Lucas abriu um leque grande para produção de novos sons, possibilitando a criação de músicas mais técnicas e de mais difícil execução.

Arena Metal – A acredito que a partir do lançamento a banda tenha conseguido vários shows. Como anda a agenda?

SPREADING HATE: Recebemos, sim, algumas propostas de shows, mas foram poucas as propostas aceitáveis. Existem muitos produtores mercenários no Brasil e infelizmente existem bandas que caem no golpe e pagam para tocar nesses eventos onde, na maioria dos casos, nem o equipamento básico é disponibilizado. É por conta disso que os shows do Spreading Hate ocorrem com muito menos frequência do que gostaríamos, mas mesmo com as dificuldades deste cenário, existem pessoas sérias trabalhando em prol do metal nacional e conseguem criar oportunidades e valorização para as bandas nacionais.

Este ano tocamos pela primeira vez no Rio de Janeiro e também tocamos na capital paulista. Os próximos shows serão:

08/06 – Tribal show – Barueri /SP (Espera XIII)

02/08 – Caveira Velha – Jandira/SP (Necromesis e Anarkhon)

A definir – Poços de caldas / MG

A definir – Hocus Pocus - São José dos Campos / SP

A definir – Rock Phoenix Era – São Paulo/ SP

Quer o SH na sua cidade?

Contato para shows:spreadingHate@hotmail.com

Arena metal – Como gostei bastante das músicas “Ligthed” e “Anesthesia” vale perguntar se algumas dessas vão virar clipe ou já tem alguma outra em mente?
SPREADING HATE: Um clipe certamente está nos planos da banda. Já temos até um roteiro semi-pronto dessa idéia, só não sabemos quando será possível tirar a idéia do papel. O investimento para um clipe de qualidade é geralmente alto.

Arena Metal – Agora vamos comparar o Nightfall com o Hatecomming. Vocês diriam que o atual representa melhor a banda?
SPREADING HATE: Certamente. Não somente a produção do Hatecomming mas também o line-up ajudou bastante na criação desta identidade. Claro que algumas musicas do Nightfall ainda fazem parte do nosso repertório, mas nosso futuro esta mais direcionado ao Hatecomming.


(capa do Nightfall)


Arena Metal – E vocês acreditam que esse novo trabalho terá mais alcance que o debut?
SPREADING HATE: Acredito que novas portas estão abrindo e o EP nos deu uma boa base de reconhecimento que ajudou muito o SH a subir um novo degrau da escada. Ainda temos muito pela frente e este álbum é só uma pequena amostra do que podemos fazer. Temos muita energia pra gastar e muito ódio para distribuir.

Arena Metal – Grato pelo tempo! E pra finalizar: Qual foi a inspiração para a composição literária do Hatecomming?
SPREADING HATE: No geral o álbum tem uma temática que fala de escuridões profundas e anesthesia. As composições vagam através de uma atmosfera de embriaguez em várias etapas. Por exemplo: Lighted foi visualizada a partir de uma sensação de queda dentro do abismo e Hollowdead retrata alguém perdido numa floresta, vagando em trilhas fechadas. Subterranean Palace tem uma temática teatral que fala de um lugar no subterrâneo com rituais de sacrifício e mulheres dando a luz, rodeadas de sangue, ódio e hipocrisia. Agradecemos pela oportunidade desta entrevista e o apoio que o Arena Metal tem fornecido ao metal nacional!

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por Hugo Veikon

 

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