Vinda de Sergipe, apresentamos aqui a banda [MAUA], que trabalha uma linha thrash/death, ora mais técnico, ora mais moderno. Conversamos com a banda para saber como anda a agenda e futuros lançamentos... ai vem novidade!

(Entrevista por Hugo Veikon)
 

Arena Metal - Bem vindo pessoal da Maua. Vou começar perguntando como anda a cena Metal aí de Sergipe, porque eu tenho pouco conhecimento das bandas desse estado. As bandas que conheço são: Sign of Hate, Finitude e Anal Putrefaction. Como é a cena aí no tocante de bandas, metalheads e shows?
[MAUA] - Primeiramente, nós da Maua queremos parabenizar a família Arena Metal pela divulgação e propagação não só nossa, mas de todas as bandas que compõem o cenário das bandas do underground nacional. Desde seu nascimento a cena do metal sergipano  cresce e se aprimora, claro que, como em todo processo seminal, havia menor número de bandas que compunham o cenário, a  Karne Krua é a banda considerada fundadora do underground local, posteriormente o movimento seguiu gerando bandas a exemplo do  Warlord, Rusty Makers, Tchandala, Agony Season, Mistical Fire, Gee-o-Die, Scarlet Peace, Unholy Fire, Átropos, Kronus, Havoc, dentre outras, essas foram algumas das bandas responsáveis pelo início da disseminação do movimento underground sergipano. Atualmente, algumas dessas bandas ainda estão em atividade como a Karne e Tchandala, e outras novas surgiram como as citadas Finitude e Sign of Hate, a Aliquid, Outmask, Edose, Nucleador,  Newrox, Lúgubre, Rótulo, Casca Grossa, Ideal, além da Maua, é claro hehehe, contamos ainda com bandas que surgiram nos interiores como The End, Black Smoke, Dark Visions..., paralelamente o público no cenário local também aumentou e novos espaços vêm surgindo, proporcionando melhores condições para que tanto as bandas como o público, possam ter mais opção.

Arena Metal - E como está a agenda de shows e a receptividade do público com o som de vocês?
[MAUA] - Dia 30 de agosto tocamos com o Krisiun, além da Sign of Hate, aqui em Aracaju e foi lindo vivenciar essa experiência, muita energia rolando num mesmo lugar!!! Sempre que nos apresentamos o público se mostra bem receptivo e geralmente nos surpreende sabendo "cantar" o material. Para esse ano a agenda de shows inclui mais algumas apresentações mas o foco principal atualmente é nas gravações, 2015 promete ser o ano, vamos botar nosso bloco na pista e o bicho vai pegar!!!

Arena Metal - Esse feedback vocês observam mais pelo acompanhamento do público em cantar junto a banda ou com a vendagem de merchandising (CD/camisa)?
[MAUA] - Essa pergunta remete a uma situação..., certa feita fizemos um show na cidade de Lagarto, interior daqui de Sergipe, e até o momento da nossa apresentação, a mesa onde se encontrava o nosso material de merchandising permanecia intacta kkkkkkkkk, ao final do show restava pouquíssimo material o qual foi ainda vendido até o fim do evento, observando a situação acima, além de outras, reparo que estamos recebendo o feedback de toda forma pois quando a galera não canta junto a banda, vai atrás de adquirir o material após o show, isso deve ser um bom sinal.

Arena Metal - Eu critiquei negativamente o EP de vocês quando falei que vocês não estamparam as letras no encarte, mas houve uma preocupação em foto profissional e projeto gráfico. Por que não estampar a letra, visto que isso pode ser uma estratégia para arrancar acompanhamento da galera nos shows?

[MAUA] - Como toda a produção do material foi feita de forma independente e sem nenhum patrocínio, desde a gravação passando pela produção gráfica até a prensagem do material final, ficou pesado pra a banda arcar com a onerosidade do livreto que incluiria as letras do EP, infelizmente, o apoio é escasso para as bandas de metal em geral aqui no Brasil e por aqui na região nordeste fica ainda mais evidente esse fato, pois quem tem condição financeira pra chegar junto prefere dar apoio aos arrochas, forrós elétricos e tecnobregas da vida, martelando na cabeça a arte musical querendo enterrar a rica cultura de outrora deixada para dar vida a banalidade musical.

Arena Metal - Já que estamos falando sobre as letras. Sobre o que falam as músicas?
[MAUA] - As letras falam sobre experiências, problemas, conflitos inerentes ao ser humano, que nós indivíduos temos que passar ao longo de nossas trajetórias, resistir e superar todos os dias. Quem assistiu a filmes como Um Dia De Fúria, A Outra História Americana, etc... vai entender!

Arena Metal - O material de vocês, o EP Conscience, é muito bem gravado. E pelo que tenho observado os posts da banda, parece que vocês vêm com algo por ai. O próximo filho já está a caminho? E terá a mesma qualidade?
[MAUA] - Estamos de oito meses, quase parindo!!! (risos) É verdade, vem material novo por aí sim e não tarda! E a qualidade, tanto das composições quanto da produção, tende a ser melhor...

Arena Metal - Teremos algum bônus? porque bônus é sempre bem-vindo.
[MAUA] - Sim, estamos analisando ainda. Temos 3 clipes a serem lançados e material gravado ao vivo. Dessa forma, acredito que iremos incorporar a esse novo trabalho algum bônus.

Arena Metal - Essa linha de som de vocês é bem moderna. É a linha de som que vocês ouvem ? O que vocês usam como modelos pra inspirar às composições?
[MAUA] - A Maua tem uma fórmula moderna em sua confecção sonora mas não se preocupa em seguir uma linha de composição baseada nos sons que estão em evidência na atualidade. É muito bom quando você tem a liberdade de compor sem ter que se limitar a moda. Temos os clássicos como bagagem (Deicide, Slayer, Metallica, Cannibal Corpse, Sepultura, Pantera, Iron Maiden, Judas Priest, Black Sabbath, Motorhead, Pink Floyd, Led Zeppelin, Deep Purple) e bandas mais recentes (Decapitater, Symphony X, Lamb of God, Opeth, Pungent Stench, Mastodon, Messhuggah, Gojira) e muito mais.. Então, a [Maua],em seu início, ensaiava 5 vezes na semana e esse foi um longo período.

Foi um trabalho árduo de pesquisa rítmica, definição de afinação e literatura a ser utilizada, para finalmente se chegar as estruturas harmônicas. Dessa maneira surgiram os trabalhos seminais que foram amadurecendo e se aperfeiçoando.Tivemos como grande mestre o baterista suíço Thomas Stalder. Ele foi o primeiro baterista da [Maua] e tem um enorme conhecimento rítmico. 

Até estudo sobre ritmos regionais (Cacumbi, maracatu, baião, boi e mais), foram desenvolvidos para que chegássemos ao resultado atual.

Arena Metal - Visto isso, as novas composições vêm com mais peso ou mais groove?
[MAUA] - Nesse novo CD traremos 9 faixas com músicas intensas no que se refere a peso e bastante variadas com relação aos grooves. Os bpms das músicas estão frenéticos kkkkkkkkk, resumindo, conservamos o peso e aumentamos um pouco a variedade rítmica.

Arena Metal - Vocês falam muito em Thrash / Death Técnico. Vocês fazem questão de explorar mais os campos harmônicos ou o feeling natural da criação?
[MAUA] - Feeling em primeiro lugar!! Sempre alguém vem com um Riff e daí flui. Depois que vem uma análise de todas as partes construídas e o que ficou mais interessante. Na sequencia, transposição de notas, arranjos, solos e o que pode ser agregado.

Arena Metal - Já passamos das dez perguntas. Então vamos ao fim. Obrigado e concluiremos assim dessa vez: nos diga resumidamente o que acham das seguintes bandas: Headhunter D.C. - Krisiun - Sarcófago - Angra - Amen Corner - Cavalera Conspiracy.
[MAUA] – Todos esses conjuntos tem uma característica em comum: a inovação. são bandas que trouxeram novas estruturas e roupagens gerando assim novos paradigmas que deram vida a novos rótulos no Metal. Todas elas merecem nosso respeito e admiração assim como de todos aqueles que verdadeiramente curtem o movimento underground sem preconceito, independentemente de estilo ou tribo.
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por Hugo Veikon

 

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