Malkuth, anos de moral e honra ao Black Metal Pernambucano

  Após o lançamento do Nekro Kult  Khaos, em 2006, a MALKUTH  vem  trabalhando no seu 6º álbum, o já  intitulado "Strongest", em uma breve  conversa com Sir Ashtaroth, ele nos  relata sobre esse novo álbum a ser  lançado e sobre a nova formação.  Confira!

Arena Metal – Muito grato pela entrevista. E a pergunta de todos os bangers de PE no exato momento: quando vamos conhecer o novo trabalho já divulgado, o “Strongest”? Comente um pouco sobre o novo tema abordado nele:

Resposta: Nós é quem te agradecemos pela oportunidade por este espaço! Estamos em fase de finalização das gravações e mixagem do que será o nosso 6º álbum de carreira intitulado “Strongest”; acreditamos que o material deverá ser lançado até o primeiro semestre do ano de 2010. Os temas abordados nas letras são diversificados, porém giram em torno do FORTE espírito essencialmente pagão e guerreiro dos antigos com toda a sua magia oculta e luxuriante...

A.M. – A banda passou por várias mudanças de line up desde seu primeiro full-length. Você diria que essa seria a razão da banda ter uma identidade própria em cada álbum lançado?

R.: O Malkuth, assim como diversas outras bandas no meio metal, tem uma marca atmosférica própria mesmo lançando álbum após álbum. Claro que a rotatividade de membros influencia um pouco na sonorização característica de cada álbum, mas um fator marcante também é que sempre nos esforçamos para fugirmos da repetição tanto na parte temática lírica como na sonora.

A.M. – Bem, é isso aí! A horda agora está como um power trio. Você diria que esta seria uma boa formação para idéias e composições ou acha que a horda já teve em melhor situação de line up?

R.: A banda agora está mais uniforme e coesa em termos de entendimento mútuo quanto à execução musical e ideológica. A formação atual se mostra a mais estável em todos os sentidos comigo na guitarra e no backing vocals, com Nighhtfall na bateria e Nefando no baixo e na voz.

A.M. – Classificaria o Nekro Kult Khaos como um grande álbum da horda (arranjo, vocais femininos, percussão...), mas nos relate como está o instrumental e a ideologia da banda para o tão esperado “Strongest”?

R.: Musicalmente falando o álbum “Strongest” percorrerá pelas vertentes do Black Metal pagão, com algumas pinceladas Death/Thrash, também contando com algumas passagens com instrumentos experimentais como o Didgeridoo, o berimbau africano de boca, tambores indianos, além de teclados, violões e corais de vozes. A ideologia lírica é totalmente voltada para a força do culto à natureza, aos deuses pagãos da guerra e da luxúria da carne...

A.M. – O Nekro Kult Khaos tem elementos árabes, obviamente por relatar sobre o tema do Necronomicon, nitidamente víamos Nighttfall sangrando no palco para expressar mais o assunto. O que vocês acham da banda se esforçar tanto para elaborar um trabalho, um tema enfim... e o público ficar sem entender, apenas ouvindo e achando que é apenas mais uma música?

R.: Bom, tenha ouvidos e olhos aqueles que têm ouvidos para ouvir e olhos para ver. Em outras palavras, somente entenderão as mensagens os “esclarecidos” em espírito...

A.M. – Pernambuco comporta algumas bandas pós–underground, mas temos 3 que se destacam nacionalmente, incluindo vocês. Visto isso, como você julgaria a cena pernambucana no passado e no presente?

R.: Vejo o cenário metálico pernambucano com um grande potencial de bandas emergentes como o Obscurity Tears, entre outras... Aliás, sempre tivemos grandes bandas que persistem na batalha e conseguiram seu merecido lugar e reconhecimento do público.

A.M. – Qual a relação da banda com mídia digital (internet)?

R.: A utilizamos para expor algumas de nossas músicas em formato MP3, fotos em estúdio e ao vivo, vídeos e material para merchandise; tudo isto seja no nosso domínio http://www.malkutband.com ou no My Space: http://www.myspace.com/malkuthmetal. O público também poderá encontrar em sites de buscas vários links que direcionam para entrevistas nossas a webzines e ou resenhas de materiais ou de shows ao vivo nossos em sites especializados. A internet é uma ótima fonte informativa aliada da banda. Com o processo de informatização global, sem internet qualquer banda poderá cair no esquecimento, inevitavelmente...

A.M. – A banda dispõe algum material novo ou antigo para os bangers fazerem downloads?

R.: Sim, no nosso site e My Space há faixas antigas e uma nova chamada “Only Strongest” em formato MP3 disponíveis para downloads.

A.M. – Vocês já foram julgados de radicais, então vamos apimentar aqui: vocês acham que ainda existe “fraternidade” entre os bangers ou bandas? E o que é underground para vocês hoje?

R.: Particularmente, não acho que somos tão radicais assim. Escutamos bandas das mais variadas vertentes no meio metal (só não simpatizamos ou apoiamos new e white metal). Cada banger é um banger e cada banda é uma banda, cada qual na sua fazendo a sua parte é o ideal... Se não gostam de determinada(s) banda(s) então que não freqüentem o espaço do outro, evitando assim possíveis intrigas desconfortáveis. O sentido da palavra underground, no meu ponto de vista, é ser autêntico com a filosofia do verdadeiro metal: prestigiar as bandas reais, freqüentar shows destas e bater cabeça incansavelmente, além de ouvir e adquirir materiais delas; se inspirar no modo de vida cotidiano e no modo de pensar através da música rápida e pesada. 

A.M. – Finalize revelando os futuros propósitos do Malkuth e adicione algumas palavras que não questionamos, mas que vocês queiram falar:

R.: Gratos mais uma vez pelo espaço concedido a nossa palavra! Nosso amanhã é a certeza de que espalharemos o terror com a nossa música pelos quatro cantos do universo incriado. Hail a todos os bangers que nos prestigiam e sumam da Terra os que antipatizamos!

RESPOSTAS POR SIR ASHTAROTH (BACKING VOCALS/GUITARRA-MALKUTH)

(por Hugo Veikon)