Arena Metal: A banda já passou por várias mudanças em seu line-up, inclusive no nome, certo? O que mais me intriga é a mudança no nome, por quê?

Lucas Moura: O nome “Hellvolution” nunca soou Thrash, todos perguntavam se éramos death ou Black Metal, nada contra os estilos, até porque curto ambos. Mas quando decidimos registrar os trabalhos da banda, descobrimos que já existia uma banda de outro segmento chamada de “Hellvolution”, até tentamos por várias vezes contatar essa banda, mas sem sucesso, e como estávamos no inicio das gravações do nosso primeiro cd, não podíamos perder tempo, então aproveitamos as muitas idéias que chegaram junto com os novos integrantes, e mudamos o nome para algo que soasse mais Thrash, assim surgiu  o nome “Firetomb”.

Arena Metal: Essa mudança de nome de Hellvolution para FIRETOMB prejudicou a Firetomb de alguma forma, visto que a banda participou sob o nome de Hellvolution, abrindo para bandas como a Violator e Cruor?

Randal Silva: De forma alguma, até porque o nome ficou mais thrash, identificando mais fácil o estilo da banda, quando se falava o nome “Hellvolution” ninguém fazia idéia do que seria. Estamos felizes com o nome e tendo até uma resposta melhor do publico.

Arena Metal: Após tantas mudanças a banda veio gravar um material para divulgação, o Thrash Metal (demo), vocês estão divulgando no myspace um material oficial, mas vocês estão em contato com algum selo ou gravadora para poder lançar um material oficial?

Lucas Moura: Não, por enquanto estamos produzindo o nosso primeiro CD oficial de forma independente, porém da forma mais profissional possível, que por sinal será lançado brevemente.

 

Arena Metal: Sobre o que reflete as letras da Firetomb? Pois uma música tem um nome Thrash Metal e outra Devil Intervention. Qual o conceito no geral?

Lucas Moura: A Firetomb aborda em suas letras temas políticos, religiosos, demência e alienação humana, nos dando assim a possibilidade de compor músicas usando varias vertentes do thrash metal, tudo isso graças a nossa velha escola.

Arena Metal: Vou fazer uma pergunta sobre um assunto polêmico que rola aqui em PE, qual o posicionamento da banda quanto a realização de show do estilo de WhiteMetal?

Lucas Moura: WhiteMetal? Ouvia-se dizer que metal era coisa do capeta, e agora inventaram o White metal, então o White metal seria um “som gospel do capeta?

Risaldo Silva: eu tenho algo contra intolerância de ambas as partes, quando algum crente fala merda, ou vice versa, so pra polemizar cada um toca o que quer, escuta quem gosta, em outras palavras, cada macaco no seu galho, até porque minha mãe é crente e eu não bateria nela só por gostar de metal. rsrs!!!

Arena Metal: A banda tem procurado tocar fora do estado ou tem dado preferência em tocar pelo estado de Pernambuco mesmo? Acham esse intercambio complicado?

Randal Silva: Na verdade, não existe uma preferência entre tocar fora ou dentro do estado, pretendemos tocar muito em ambos, e estamos contatando alguns estados para uma possível tour de divulgação pelo nordeste.

Arena Metal: Vocês acham que os bangers correspondem à empolgação das músicas da Firetomb? E qual a opinião da banda quando os bangers ficam só a olhar de braços cruzados?

 

Lucas Moura: Claro, estamos recebendo muitos elogios dos bangers, e em nossos shows notamos sempre uma positividade do publico, e também tem aqueles caras que ficam ali só pra azarar a apresentação da banda, torcendo pra dar tudo errado, mas não nos importamos muito com isso, pois é complicado “agradar a gregos e troianos”.

Arena Metal: A cena Pernambucana tinha dado uma caída considerável, mas nesses últimos anos voltou a destruir. Qual a opinião da banda em relação às organizações dos atuais shows e as bandas de nossa cena?

Risaldo Silva: Em Pernambuco sempre existiram banda muito boas, apenas sem muitas chances, hoje existe um maior acesso, uma facilidade de divulgação de material, existe uma profissionalização por parte de uma maioria, produzindo bons discos, investimento em equipamentos e etc. Esse ano com a vinda de grandes nomes internacionais gerou até uma certa apreensão sobre rolar ou não algum espaço para bandas locais, no final das contas esse espaço sempre existe, só algumas vezes precisa ser melhor aproveitado e menos esnobado. Mais união e menos falatório, é isso que faz a diferença.

Arena Metal: A banda Firetomb tem uma qualidade musical muito bem trabalhada, isso resulta em respeito, vamos esquecer aqui as influências no estilo que a banda já toca, onde vocês citam bandas tipo: Slayer, Metallica... Quais as inspirações musicais de cada músico individualmente?

Lucas Moura: Comecei levantando a bandeira do metal quando ouvi “Whiplash” do Metallica, pirei, depois chegaram aos meus ouvidos uma infinidade de bandas de metal, como Motorhead, Slayer,Megadethe outras, gerando minhas influencias vocálicas, que são: Mille Petrozza, James Hetfield, Dave Mustaine...

 

Randal Silva: em toda minha vida sempre escutei Slayer, overkill, Metallica, Nuclear Assault,Testament, Vio-Lence, mas também sempre gostei de guitarristas virtuosos como: Paul Gilbert, Martin Friedman, Steve Vai...

 

Marcos Paulo: Sempre apreciei bandas como: Metallica, Megadeth, Wiplash, Overkill, e muitas outras ao meio do Metal, mas me inspiro muito em Kirk Hammett e Joe Satriani.

 

Risaldo Silva: gosto muito de blues, rock ´n roll em estado puro. Comecei a escutar rock´n roll através dos Rolling Stones e continuo escutando eles até hoje, mas os  caras que me influenciaram muito foram Cliff Burton, Andria Busic e Steve Harris. Numa vertente diferente  também gosto muito de Beethoven, Mussorgsky e Bach.

 

Luciano J. Silva: Tem um monte de bandas e artista que eu gosto muito como Metallica, Kiss, Chimaira, Lamb of God, Endrah, Iron Maidem entre outras bandas, e sem contar que minhas influências não se vincula só ao metal, tem o Jazz, Blues... Agora o batera que eu estou sacando muito no momento é o Mike Terrana e Fernando Schiffer.

 

Arena Metal: Aqui termina nosso bate papo, agradeço e deixo a seguinte questão: Se vocês tivessem o poder de escolher uma única banda pra guinar no underground mundial junto a Firetomb (tipo numa tour Mundial), qual vocês escolheriam em nossa Cena Pernambucana?

Lucas Moura: Cruor, uma banda pernambucana que já está na estrada há tempos, com um nome já consolidado na cena Thrash, sem sombra de duvidas o Cruor.

A Firetomb agradece ao Arena Metal e a todos os bangers, em especial aqueles que estão sempre nos apoiando e nos dando aquela força. Abraço a todos.

(por Hugo Veikon)