(Entrevista por Hugo Veikon)

Arena Metal - Galera da FIRE SHADOW, primeiro vamos fazer um comparativo: Vocês vieram do “Phoenix” e em 2016 soltaram o “Eternal Flames”, mas a questão é: por que investir menos na parte gráfica comparando-se com o Phoenix, visto que novo trabalho é mais um passo a frente na carreira? (Ps: Senti falta das letras)
Hugo, primeiramente gostaríamos de agradecer por seu espaço e apoio no Arena Metal. São atitudes como a sua que dão ânimo para as bandas continuarem trabalhando.
Então, nós tentamos um formato diferente para o Eternal Flames, tanto por uma questão do orçamento que tínhamos disponível, quanto pela tentativa de explorar um novo formato, mais adaptado ao mercado musical mais digitalizado nas plataformas como Spotify.
Você não é o primeiro a sentir falta de um material mais completo e isso nos fez refletir sobre o quanto valeu a pena “simplificar” o material gráfico. Neste aspecto pretendemos retomar os moldes de Phoenix para o no nosso próximo registro, ou até mesmo para outra tiragem do Eternal Flames.

Arena Metal - Em resenha, eu comentei que achava que a voz usada no atual álbum “Eternal Flames”, soava mais orgânica. Eu falei algo errado, ou a ideia foi mexer o mínimo possível pra soar exatamente como ao vivo?
Então... acredito que nossa ideia no geral era realmente deixar o álbum mais orgânico e pesado do que o anterior. Falando especificamente da voz, eu busquei fazer mais efeitos como drive e variações tímbricas e de nuances, porém tudo de maneira orgânica, utilizando o mínimo possível de softwares e efeitos digitais, embora esses sejam inevitavelmente uma parte do acabamento em estúdio hoje em dia.

Arena Metal - A produção do “Eternal Flames” ficou superior ao antecessor. Quais foram os cuidados tomados desta vez?
Creio que a experiência da banda e a clareza da proposta sonora que queríamos seguir foram fundamentais para o sucesso da produção. E claro que é muito importante também ressaltar o trabalho do produtor Vinícius Braganholo e toda a estrutura disponível no Nico`s Studio, que possibilitaram que alcançássemos exatamente os resultados que procurávamos.

Arena Metal - Ainda rolou a mudança do batera, ou seja, a saída de Leandro Zonato e a entrada de Maicon Johnny. O que aconteceu pra que houvesse essa troca e o que vocês acharam da entrada de Maicon?
O Leandro foi um membro fundamental para a banda e colaborou muito nos mais de sete anos em que esteve conosco. Por motivos pessoais ele decidiu deixar o grupo, embora nossa consideração mútua tenha se mantido a mesma. O Maicon veio para somar na nova proposta da banda de mais peso e de escapar um pouco das raízes meramente tradicionais que adotávamos até então.
Também recentemente tivemos a saída de Gustavo Cortes, que deixou a banda por diferenças profissionais, mas já temos nosso novo baixista e vamos anunciá-lo em breve!

Arena Metal - Interessante que vocês produziram o clipe das duas músicas que eu também achei destaque do EP (“Outsider” e “When a Wolf Cries”), vocês perceberam algum retorno em fazer esse tipo de serviço (Clipe)?
Sim, achamos muito importante mostrar mais a “cara” da banda, assim como nossa presença em duas das músicas mais pesadas do Eternal Flames, e com certeza isso teve um excelente retorno do publico. Pretendemos investir mais nesse tipo de ação, tão necessária em tempos de internet.

Arena Metal - O que vemos hoje em dia é um consumo absurdo de música digital, seja pra baixar, ou disponíveis em plataformas digitais. Vocês acham que isso atinge o Rock? Vocês acham que ainda é válido pra uma banda independente lançar material físico?
É como funciona o mercado hoje em dia, estamos bem acostumados com essa ideia e tudo isso possui pontos positivos também, como uma maior possibilidade de seu som ser ouvido em todo o mundo. Quanto ao lançamento de material físico, acreditamos ser necessário ainda, devido a grande demanda da imprensa e há, como falamos anteriormente, aqueles que gostam de ter um material bem completo das bandas em mãos!

Arena Metal - E quanto a show? O lançamento “Eternal Flames” abriu mais as portas pra tocarem dentro e fora do seu Estado?
Infelizmente tivemos problemas com mudança de formação e outros mais sérios (como a distribuição do cd), o que frustrou muito dos nossos planos de divulgação para o Eternal Flames, mas pretendemos fazer mais shows com nossa nova formação, tanto no Paraná quanto fora, sem dúvida!

Arena Metal – Normalmente nos shows que vocês tocam o setlist é composto por músicas autorias. Eu particularmente acho isso ótimo, mas o que vocês acham quando sempre tem um que grita o nome de um cover?
Olha Hugo, essa é uma questão legal, mas também bem delicada. Nós sempre priorizamos nossas composições, mas em termos de show, por questões de mercado e público, ainda temos que mandar um repertório hibrido, composto de próprias e tributos. Foi a maneira que encontramos de divulgar nosso som e agradar a maior parte do público que ainda curte ouvir músicas do meio mainstream.

Arena Metal - Estrutura de show é algo que os produtores ainda vacilam muito. Como vocês fazem pra fechar o evento?
Hoje em dia já somos mais exigentes em relação a isso e existem sim muitas casas que oferecem uma ótima estrutura para entregarmos o show que nosso público merece. Mandamos nossa demanda em termos de estrutura e se a casa tiver o que é basicamente necessário nós subimos no palco e fazemos nosso Heavy Metal, sem frescura! (rs)

Arena Metal – Fechar uma tour pelo nordeste brasileiro é algo que está nos planos da FIRE SHADOW? Como os produtores e os interessados em materiais podem entrar em contato com vocês?
Com certeza temos interesse! Aparecendo a oportunidade faremos a tour com certeza. Os produtores podem entrar em contato através das mídias sociais como facebook, pelo e-mail: marcolacerdavocal@gmail.com, ou pelo telefone: (41) 985256841.
Hugo, muito obrigado por seu espaço e pelo belo trabalho no Arena Metal. Você faz toda a diferença na cena Metal do Brasil!

[RESENHA DO EP]

 

por Hugo Veikon

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