A DUNE HILL foi formada em 2009 e no final de 2011 lançou seu primeiro regristo o EP Big Bang Revolution, o material está em plena divulgação e conversamos com o Baixista Pedro Maia para saber um pouco mais sobre a banda.

Arena Metal – Valeu galera da Dune Hill por aceitar essa entrevista. Sei que a banda contou com o apoio de Daniel Pinho (atual Terra Prima) e Roberto Torao, como funcionou essa parceria?
Pedro Maia - A gente já tinha amizade com Daniel de antes, e quando nossa banda começou a ficar séria mesmo, começamos a produzir músicas própias a gente convidou Daniel pra um ensaio. E tivemos uma idéia de aproveitar a experiência que ele teve lá em São Paulo com o Heros e Pompeu do Korzus, ganhadores de um Grammy Latino, para contribuir com a nossa música.
Logo de cara ele curtiu a banda e nesse mesmo dia acabamos compondo a música Heroes, ele gostou muito do processo de composição da maneira que a banda tinha de trabalhar e acabou topando dar essa força pra gente na hora.
No começo iamos fazer as coisas na amizade, mas a gente ficou tão satisfeito com o suporte de Daniel que acabamos resolvendo que ele merecia um pagamento pelos serviços prestados e acabamos de fato contratando a produção dele.
Já Torao, a gente queria que nosso material tivesse uma qualidade boa, e não uma Demo simples. Também tinhamos amizade com Torao de antes e sabiamos que ele já tinha gravado outros bons materiais. Como ele tinha voltado do Canadá  a pouco tempo e estava montando um Hom Studio completamente novo com novos equipamentos a gente viu Torao como a melhor opção de gravação. E no fim ficamos 100% satisfeito com a escolha.

Arena Metal – Os temas das letras seguem bem aquela linha dos Hard Rock antigos, a banda permanecerá nesses temas, ou foi apenas para os Big Bang Revolution?
Pedro Maia -
Acredito que foi uma temática que a banda inteira adotou pras composições, nada muito meloso e romântico como muitos dos Hard Rocks, mas também nada tão agressivo. Foi uma mescla dos dois, aquela idéia de aproveite tudo enquanto é tempo. Ainda mais combinou com o ano de 2012 e essa idéia de fim do mundo. Pretendemos seguir essa linha que casa bem com o som que fazemos.

Arena Metal – Notei também algumas influências de Heavy Metal, a banda tem a pretensão de ficar um pouco mais pesada?
Pedro Maia -
Todos na banda são muito fãs de Metallica e Iron Maiden por exemplo, por isso o Heavy está muito presente. Mas estamos trabalhando em músicas mais cadenciadas um pouco pra gente não acabar caindo na mesmice, porém já temos músicas bem pesadas talvez até mais dos que essas do EP. Nossa idéia é de futuramente lançar um CD completo, sem fugir desse estilo do EP, mas com certeza faremos coisas mais tranquilas e também mais pesadas. É impossível pra gente conseguir fugir do Heavy está no estilo de todos.

Arena Metal – Quer dizer: A Dune Hill tem músicas que não entraram no EP Big Bang Revolution?
Pedro Maia -
Tem sim, escolhemos as 5 primeiras composições para preparar o EP, pois precisavamos de um material em mãos para divulgar a banda. Mas mesmo assim não paramos os trabalhos, temos pelo menos umas 4 músicas sendo finalizadas e prentendemos continuar compondo.

Arena Metal – O material tá avaliado como EP e a banda já permitiu para download, mas vão se limitar apenas aos downloads ou têm a intensão de vender esse material? Porque vale apenas ter aquela ilustração na estante de nossas discotecas.

Pedro Maia - Com certeza já estamos preparando o material impresso, de Janeiro não passa, vai ser algo bem legal, provavelmente no estilo Digipack que as pessoas possam dar valor a todo o projeto. Desde as músicas até a arte e a caixinha. Temos que fechar com chave de ouro, já que investimos tanto na qualidade do Álbum.

Arena Metal – Espero que não seja caro.... (risos)... Em falar da capa do material, como funcionou a elaboração do conceito da arte? A banda se juntou com o artista para um brainstorm, ou foi o cara que elaborou tudo?
Pedro Maia -
Rodrigo Bastos (Diguera) é um excelente artista, já ganhou diversos premios por aqui e além disso é fã de Hard Rock/Heavy Metal. Isso ajuda muito, pois o cara já sabe o estilo que deve adotar. Passamos pra ele uma idéia geral que tinhamos, que seria o Big Bang, uma explosão e enviamos as letras das músicas. Ele entendeu a idéia da diversão e do fim do mundo, juntou as  duas coisas e saiu a arte do CD. Demos algumas poucas sugestões, mas o mérito é todo dele. Quanto a ser caro, não vai ser tanto, já que não pretendemos ter lucro com a venda de CD, será unicamente para divulgação. O que arrecadarmos com a venda será para pagar uma nova tiragem caso necessário.

Arena Metal – A Dune Hill vem divulgando esse material as mídias e as críticas estão sendo mais negativas ou vem superando as expectativas da banda?
Pedro Maia -
Estamos apenas começando a divugação e vou ser sincero, até agora 100% das pessoas gostaram do material. Claro que algumas tem suas considerações a fazer, mas no contexto geral ouvi apenas elogios. Estamos correndo atrás das melhoras maneiras de divulgação, conseguimos noticiar o lançamento em alguns sites internacionais e em alguns locais. Mas estamos esperando para começar a buscar os meios de divulgação quanto tivermos o CD pronto e impresso. Vamos tentar ousar um pouquinho com algumas publicações, como Roadie Crew, Rock Brigade, se der brecha quem sabe Rolling Stones e por ai vai.

Arena Metal – Eu fui um dos que fez uma crítica negativa, quando cometei sobre Léo (vocal) cantar exageradamente sem dar muito espaço para os instrumentais (esse foi meu ponto de vista), sendo assim como funciona o processo de elaboração das músicas, desde a parte instrumental aos encaixes das letras?

Pedro Maia - Pois é, não considerei a sua crítica negativa. Foi construtiva na verdade, o resto da sua crítica deixou a banda bem satisfeita. Como por exemplo falar que a música é boa pra juntar os amigos e tomar umas. Isso é o que queremos. Quanto a composição, é impressionante como consegue fluir bem em nossa banda. Alguém chega com uma idéia de Riff (André é muito bom nisso) e mostra pra banda. A gente começa a tocar aquela parte repetidas vezes, como se fosse uma Jam Session, Leo começa a encaixar a letra, como se fosse um repentista.

Quando a gente acha que encaixou, começamos a formular as outras partes da música, como ponte, refrão, etc. Gravamos num celular ou camera aquela idéia inicial, cada um ouve em casa. Trabalha mais idéias sozinhos e nos ensaios seguintes vamos aperfeiçoando Todas as músicas sairam dessa maneira.

Arena Metal – Cara, a colocação da letra e melodia de Seize the Day ficou muito boa, até mesmo a letra, sobre cigarros, vinhos... Sei que já mencionou a Iron Maiden e Metallica, mas diga quais as bandas que influenciam a Dune Hill, tanto em âmbito internacional quanto nacional?
Pedro Maia -
Whitesnake é outra unanimidade na banda, e ai você pega os estilos de Doug Aldrich que você mesmo citou (em resenha), Além de Ozzy em carreira solo, que já comentei com os caras da banda, as vezes acho bem parecido com o nosso som. André é fã número um de Zakk Wylde . Leo é um grande fã de Blues, o que dá muita facilidade pra ele encaixar as letras, Felipe também tem formação de blues. Meu baixo é inegávelmente baseado no de Steve Harris. Otto é um grande fã de Dream Theater. Então você vê ai diferente estilos musicais, desde Blues, Rock Clássil, Heavy, Hard que formam o som da Dune Hill.

Arena Metal – Até pensei em dizer que Seizei the day tinha inspiração bluesera, mas precisamente da pernambucana Bluestamonte, não sei se vocês conhecem ou curtem, eu poderia citar essa como exemplo?

Pedro Maia - Conhecemos sim, Leo é amigo de Rico da Bluestamontes e está sempre envolvido nos projetos de Blues pelo Recife, assim como Felipe. Tocam naquelas jams de blues nos bares da cidade. Felipe faz aulas já há muitos anos com Rodrigo Morcego famoso guitarrista daqui de Recife. Então com certeza essas bandas de blues e seus estilos fazem parte da nossa musicalidade.

Arena Metal – E qual a opinião da banda para com os estilos mais pesados, como o Thrash, Death e Black?
Pedro Maia -
Dentre esses estilos, acho que o Thrash é o que está mais ligado a banda. Não vejo os outros dois como influência direta nas músicas, eles podem ter sido influências diretas na nossa formação como músicos, mas não de fato nas nossas músicas. Muitos de nós fomos bastante fãs de bandas como Children of Bodom, Dimmu Borgir e outras do estilo. Mas dentre os três o Thrash com Metallica, Megadeth, Slayer, Kreator, etc. são muito mais influentes, para nossas levadas e riffs durante as composições.

Arena Metal – Bem acho que me expressei mal, eu quis saber se vocês consomem os três estilo, mas vi que sim. Vamos finalizar por aqui, porque senão vamos ficar debatendo som o resto do dia e pra concluir vai minha última: estamos na primeira semana de 2012, diga quais as metas para esse ano?
Pedro Maia -
Gostariamos de agradecer a você Hugo e ao site Arena Metal, pelo espaço e pelos comentários. Nossa grande meta de 2012 é focar ao máximo na divulgação desse EP e conseguir tocar em diferentes lugares, não só em Recife, mas no Brasil inteiro. Dentre esses shows a vontade da banda é tocar em grandes festivais, como o Abril Pro Rock, Grito Rock, etc. Caso consigamos pelo menos boa parte dessas metas vamos sentir que o resultado do EP atingiu as expetcativas. Abraço para todos e esperamos voltar ao Arena Metal para divulgar nosso primeiro show lançando o EP.

Ouça [Sound Cloud]

                                                                                             (Por Hugo Veikon)

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