Banda: DUNE HILL

Categoria: Hard Rock/ Heavy Metal

Ano: 2014

Atualmente cena pernambucana não possui muitas bandas de Hard/Heavy, mas as poucas que tem são de uma qualidade surpreendente. E nesta lista vem a DUNEHILL, que desde de seu Debut de 2011 ganhou cada vez mais espaço além de conquistar grandes palcos.

Para o lançamento deste álbum, White Sand, a banda manteve as cinco faixas do EP e o time (Leonardo Trevas (vocal), André Pontes (guitarra), Felipe Calado (guitarra), Otto Notaro (bateria),  Pedro Maia (baixo), o ilustrador da capa anterior Rodrigo Bastos e até mesmo o co-produtor Daniel Pinho, que ainda fez participação na faixa "Soul Love").

As músicas que fizeram parte do EP 'Big Bang Revolution' ("Big Bang",  "Seize the Day",  "Seasons",  "Soul Love" e "Heroes") receberam um novo tratamento sonoro e alguns arranjos também de voz de Leonardo Trevas. Isto você percebe logo na primeira frase (break down) da música "Big Bang". Mas o álbum não se inicia por esta faixa. A música de abertura é a faixa título com um adicional Part I, ou seja, White Sand (Part I), uma música calma, curta e com o acompanhamento de um teclado (executado por Leonardo Domingos, uma participação especial). Os arranjos de Domingos também tomaram conta das músicas "Revolution 2", "Soul Love" e "Miracles", esta última que, inclusive, ganhou um clipe muito bem elaborado e pode ser um promissor hino para a safra Hard, que surgiu no estado de Pernambuco. Não tenho como fugir aos elogios e dizer que o Dunehill sempre me remete a Dio e Rainbow.

E tal como no EP, a música seguinte foi a "Seize the Day", que também recebeu novos arranjos de back vocal e troca de letra. Agora Trevas parece cantar mais à vontade, sem falar que trocou a antiga frase "... I can't live this way" por "... I won't wait for another day". Onde também faz novas ênfases em palavras na música "Seasons".

Todas as músicas são bem criativas e, sobre tudo, bem arranjadas. Isso você não só ouve no disco, pois ao vivo a banda tem o mesmo desempenho e, como já falei, nas partes cantadas sempre rola um arranjo particular, por isso que eu citei tantas vezes Leonardo Trevas durante esta resenha. Todos os músicos são dignos de elogios, inegável, mas a voz deste cidadão é um instrumento. O cara tem o que falta em muitos neste segmento Hard, pois ele tem feeling.

O álbum encerra com a White Sand (Part II), que também é uma balada. Tente colocar ambas na sequência (primeira faixa e última faixa do álbum) que vocês notarão que elas se completam. Daí percebemos que faz sentido o porquê do sub título Part I e Part II.

Uma ótima banda, com um ótimo material!

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(por Hugo Veikon)

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