Banda: DNR

Categoria:  Thrash Metal/ HardCore

Ano: 2013

Uma das coisas que deve-se fazer ao iniciar a audição deste trabalho auto-intitulado do DNR (Do Not Ressucitate) é deixar os rótulos um pouco de lado senão um trabalho bom como o desta banda paulista ficaria escanteado. O som dos caras é um tanto quanto “moderno”, com afinações muito baixas (particularmente eu acho que quando se usa desses artifícios perde-se um pouco de pegada), mas com um instrumental rítmico muito forte e vocais oscilando entre urros e gritos fortes (nada de falsete, por exemplo).

Uma colagem de vinhetas chamada “Reclame” abre o trabalho para a cacetada de “Novas Grades”. Uma característica que permeia o trabalho é que as músicas tem letras nervosas, todas em português, mas em quase todas elas falta um refrão grudento, daqueles que identifiquem a música. Em casos como em “Controle Inativo” e “Atrofiando Mentes”, há uma tentativa disto, mas a repetição é no final da música, o que deixa um vazio e uma falta de força nas mesmas.

Um dos destaques do CD fica por conta de “Ciclo da Imundície”, onde o vocal de Raphael Zavatti apresenta várias nuances. Pena que os riffs de Raphael e André Muerto ficam muito escondidos devido ao timbre de suas guitarras. Uma prova disso acontece na instrumental “Desarmônico” pois dá pra se sentir bem a fúria dos caras. A pegada firme continua com “Ação e Reação” e finaliza com “Parasitas”.

A arte da capa é muito simples mas o material interno é bom, com todas as letras e informações da banda.

Se você é fã do estilo, vale a pena conferir. Se você é curioso, também. Se é chegado num tradicionalismo, te digo que é estranho, mas tem muita coisa interessante.

Assessoria

(por Léo Quipapá)

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