Banda:
Dissidium

Estilo:
Death Metal

Ano:
2009

Surpreendente como as bandas do underground vêm investindo em materiais de qualidade, tanto em quesito: musical, mixagem e até mesmo gráfico. E a DISSIDIUM, oriunda da Paraíba, foi mais uma dessas bandas que concretizou um material com essas qualificações. A banda vem ganhando também um bom espaço na cena local, chegando até participar da seletiva do W:O:A daquele estado.

E foi com o material Danse Macabre, gravado em 2008 e lançado apenas em 2009, que a banda chegou a esse patamar e enviado por Valterlir (Máquina do Metal zine), que chegou em minhas mãos. O material é composto por 8 faixas, que o conceituaria de Death/Thrash, pois não gosto de rotular tantos gêneros, mas o perfil da banda se encaixa perfeitamente no que mencionei.

Começando o track list vem logo uma intro, e na sequencia ouve o Death Metal bate cabeça, Buried Alive naquela linhagem de trabalhos palhetados e no comando Alex Abrantes. Em seguida, ouvimos outra pegada, algo mais brutal e mais urrado, falo da faixa Necronomicon, a banda parece fazer melodias que condizem as letras expelidas. Uma referência que acho bastante positiva neste material é a semelhança do vocalista Willard Scorpion (Dissidium) ao vocal de Peter (Vader).

My Dear Norman começa com arranjos de acordes e vozes, que nos remetem a outra atmosfera (foi isso que senti), a faixa não passa de exploração de elementos, narrações e arranjos. Diferente, mas boa. Lembrando da performance do vocal feminino por Aline Basso

A faixa Michael Myers vem sem dúvida abordar sobre o serial Killer, pois quem já ouviu falar dessa história sabe que se trata de um assassino que executa sua irmã e em uma longa história que tenta assassinar a sobrinha e assim vai... mas a finalidade aqui é resenha a cadenciada oscilando o brutal Death, que vem recheada com blast beat e levadas bate cabeça executada por Eduardo Amorim. A música parece ser dividida em duas partes como a história do protagonista desse serial Killer. Se não conhecia a história de Michael Myers e gostou procure, não resenhamos filmes.

Em, Embodied Hell, senti mais melodia, mais sentimento na composição, certos pontos poderia citar influência de banda como Carcass, porém notei que o vocalista não dá muito espaço para os instrumentos soarem, essa crítica também aplicaria em Dawn Of The Dead.

O Material finaliza com Mortalha Da Alma, única faixa em português, que é mais narrada do que cantada, e dedilhada ao longo de seus 3’48’’, a letra nos faz lembrar o grande poeta, também paraibano, Augusto dos Anjos, e finalizo assim: Vou encarnar em teu cadáver!

Myspace

E-mail: dissidium@gmail.com

(por Hugo Veikon)

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