Banda: DESTINY OLD DIE

Categoria: Doom Metal

Ano: 2013

A promissora banda Destiny Old Die, de Jaboatão / PE, nos apresenta um doom metal muito diferenciado mas muito cativante nesta demo intitulada “... Long Tears”.

A imagem bucólica, do sítio ensolarado da capa da demo, já cria um clima interessante para ouvir o trabalho detalhadamente.

Em “Into the Abyss (Intro)” há um clima que lembra um pouco de bandas como o Dimmu Borgir em seu Stormblast, muito focado nos teclados de  Ricardo Silva e quando surge o vocal de Anderson Morphis (da banda Mortiferik), o clima pesa. A segunda faixa, “Suffering in Silence” tem partes muito soturnas, sem velocidade, lembrando os primórdios de bandas como o Obscurity Tears e o The Gathering (que já foi doom, com vocal gutural e muito bom em seu debut, antes de incorporar toneladas de outras influências). Muitos dos clichês do doom metal estão nesta música: andamento arrastado, teclado dando clima, mid-tempo para o solo de guitarras, mas tudo muito legal.

Confesso que “Sour Sarcasm” tem um riff grudento e que demorou a sair de minha mente. É uma música mais veloz, mas tem um pouco de semelhança com a anterior. O que diferencia nela é que ao ouvi-la pela primeira vez eu lembrei imediatamente da Elizabethan Walpurga, principalmente quando os vocais rasgados de Fábio aparecem. A bateria de Mílton Ferreira também se destaca nesta faixa, pois ele consegue criar vários ritmos e quebradas de tempo sem perder o poder da composição.

Outra lembrança que tive ao ouvir este trabalho foi do Theatre of Tragedy, em algumas passagens. Apesar da Destiny Old Die não contar com vocal feminino, o clima da faixa “Arduous Equilibrium” me fez pensar sobre isso. Sinceramente: acho que o vocal feminino nestas faixas não cairia bem. O peso delas se sobressaem a qualquer necessidade de adereços como vozes femininas, corais, paredes de guitarras...

A faixa mais pesada da demo é “I, Silent Innocent (of death)” onde o volume da guitarra de Jhon aumenta um pouco e a bateria de Mílton oscila bumbos duplos, viradas, rufadas, ataques, etc. Novamente o vocal podre de Fábio se faz presente.

A faixa-título do trabalho, executada apenas com sons de teclado, encerra a demo com um clima mais sossegado e deixa um gostinho de “quero mais” pois o cd é curto (cerca de 30 min). Talvez um maior peso e volume na guitarra e mais volume do vocal deixasse o álbum mais cheio, visto que os riffs são muito criativos, os solos são muito bem executados e a voz preenche bem os espaços.

Procurem os caras, vão a seus shows. Serão uma grande promessa do estilo caso continuem investindo como fizeram nesta demo.

(por Léo Quipapá)

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