Banda: DEMOLITION

Categoria: Thrash Metal

Ano: 2016

Não é de hoje que a comunidade headbanger sabe que as terras mineiras é como se fosse o berço do metal nacional, pois foi lá onde surgiram várias bandas, pouco antes vistas, em meados da década de 80. Foram bandas como Witchhammer, Holocausto, Chakal, Overdose, Mutilator, Sárcofago e o grande Sepultura que se mantém vivo até hoje apesar de tudo. Mas o fato é que as terras mineiras continuam brotando grandes bandas com o decorrer do tempo e uma delas é a DEMOLITION, que veio com bastante energia neste EP, intitulado “Manipulation for Tragedy”.

Apesar de seus, mais ou menos, dois anos de formação, o grupo mostra ter bastante entrosamento entre todos os músicos, que executam tudo nos conformes. Digamos que não é possível sentir falta de nada, uma vez que se trata de um som bem completo, com instrumentos e vocais bem audíveis, uma boa cozinha, com pegadas mais atuais e bem pesadas, voltada para o thrash metal, que é o gênero que caracteriza mais banda.
Este EP foi oficialmente lançado em março de 2016 ainda com Zenn

Augusto nos vocais, porém recentemente o grupo mudou (entrou Thaís Teixeira, que até regravou as músicas em versão online para mostrar do que ela é capaz, dando mais características próprias para o grupo). Nogeral é notável uma influência do thrash americano, porém algumas lembranças dos alemães do Destruction, e algumas influências até nítidas doMotorhead (não sei se foi o objetivo do grupo) além de lembranças de Lemmy no vocal de Zenn Augusto.

Já de cara os riffs de “Ilusion of Fear” executados por Gabriel Vieira mostram a intensa faixa que vem com um ótimo refrão em uma parte cantada com ótimo coro. Destaque também para o baixista Junior Silveira. “Infected Face” vem com um som mais arrastado com uma pegada menos intensa e nesta faixa ficaram mais nítidos os vocais com influencia de Lemmy, porém trata-se de uma grande faixa. Fica claro o quanto a banda é criativa. “Influence” é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores do EP, com pegada bem thrash e a ótima linha de bateria do início ao fim de Wagner Oliveira, que já é bastante conhecido por tocar em bandas já renomadas. Pra encerrar, “Manipulation”, uma faixa mais rápida com pegadas mais fortes nos riffs e bateria que variam durante seus 4 minutos.

Resumindo, é uma banda com ótimo futuro e as músicas deste EP são a prova disso. Os integrantes encaixam perfeitamente com a proposta do grupo que, dentro em breve, vai prender muitos ouvintes pelo Brasil e quem sabe no mundo.

(por Ismael Guidson)

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