Banda: CRUOR

Categoria: Thrash Metal

Ano: 2010


Não sei se deveria estar escrevendo isso agora, mas o segundo trabalho da CRUOR é impecável, com toda imparcialidade que devo ter, pois sou um amante desta banda e isso se torna difícil sem falar que é primeira mão. Estou falando de primeira mão do EP Unburied, material gravado estranhamente no estúdio Luan de propriedade do guitarrista da banda Calypso, Chimbinha, gravado pelo line-up atual – Wildred (vocal), Túlio (Guitar), Jairo (baixo) e Montenegro (batera).

A pré-mixagem soa como vinil, você ouve nas partes instrumentais mais graves. Evidentemente que a pegada da banda mudou, pois mudou quase que completa sua formação e uma das grandes marcas do Cruor que era o vocal.e os tempos são outros, com isso pode-se dizer que a banda ta mais pesada e nervosa. Vamos aos sons executados.

Após uma intro de exatamente 1min.  O Cruor Fucking Thrash Metal se apresenta com a música "Whitechapel”, aqui nada de riffs iniciais longos, como seus debut CD - Aqui soaram mais diretos, depois de um slap do baixo de Jairo começa tudo. Recheado de pegadas Thrash Core pela batera de Montenegro e as rifadas de guitarra de Túlio Falcão, a coesão geral desta música soa essecialmente nervosa, o vocal de Wilfred deveria soar exatamente como está (sem falar que esse cara no palco ao vivo é insano).

“Septem Sermones Ad Mortuos” a banda resolve falar com os mortos, a banda teve a competência de fazer com que nada aqui parece com nada já ouvido e nada soasse repetitivo, ou clichê, fiquei bastante curioso acerca da lírica dessa faixa...

Acaba a faixa e entra noutra que você nem percebe de tão Fudido que é “Not Today” começa na continuação uma breve chamada e um solo é que nos deixa confuso se é ela ou não é. Só vem a certeza quando os back vocals no refrão dos avisa ...”Not Today”... berram os vocais de suporte. No meio da música é pra quem gosta de sacudir seus cabelos, ou seja, bangear... aos arranjos do baixo, que ficou extremamente extasiante.

“One Man’s Manifesto” acaba o EP, do mesmo jeito que começou Thrash Metal Fudido sem frescura, nervo e direto, quase sempre cantado, sem muito intervalo e demonstração de instrumentais o que rolava muito no debut, algo eu não achava ruim, até me intrigava como um instrumental tão longo era empolgante. Aqui eles mostraram que a Cruor independe de quem esteja na banda, parece que quem entrar consegue incorporar esse “ser” CRUOR.

Aqui não está exatamente o que eu queria falar, foi simplesmente um resumo, o som deles é bom, estão em uma fase diferente que classificaria como ótima, não desmerecendo a primeira, pois nada volta a ser como era. São épocas diferentes.

::. Download aqui - Veja também (Resenha Sobre CD)

Contato: cruorband@yahoo.com.br

(por Hugo Veikon)