Banda: COLDBLOOD

Categoria: Death Metal

Ano: 2016

O mais recente material da COLDBLOOD demorou, mas veio pomposo. Com uma arte detalhadamente demoníaca, formato digpack e um título infernal - Indescribable Physiognomy of the Devil - já foi o suficiente pra chamar a atenção, somado ao som que já se inicia matando Deus e afirmando que Satã vive, na faixa título. Com a mesma pegada Death Metal eles se mantém oscilando o andamento cadenciado com partes extremas. E extremo é o que não falta neste álbum. Veio-me logo à mente a boa fase da Deicide (anos 90), que inclusive foi a década de formação da Coldblood, mais precisamente 1992, informação destacada no encarte.

O setlist conta com uma música bem variada, que é “Tetragrammaton”, que tem um bom instrumental e uma letra mostrando a diferença da face verdadeira do demônio e a farsa que é deus. Daí vem uma sequência de músicas curtas ("Darkness Above the Firmament", "The Synchrony of the Cursed Star" e "Cocoon of Neophyte..."), mas com uma elaboração musical mais apurada e dentre esse avanço musical eu citaria Markus Coutinho, que em meu ponto de vista exibiu mais e explorou fodidamente seu set up de bateria.

“Sulphur” é outra faixa que vou detalhar aqui, pois a mesma tem um começo bem sombrio, com palhetadas travadas, uma bateria mais extrema e dois tipos de vozes. "Draco / Pneumatik Phenom" é uma faixa infernal, tanto que entrou como bônus track apenas como instrumental. Nela você percebe mais os arranjos do baixista Vitor Esteves.  E encerraram com “Metaphysical Evil”. Que música extrema e bem trabalhada pois toda a banda tem lá seu destaque nessa faixa e é mais uma que entrou como faixa bônus instrumental. Sempre que ouço uma música que exige um pouco mais de atenção dos músicos penso na dificuldade de tocá-la ao vivo pois nas produções underground que temos em nosso país, onde produtores não disponibilizam uma qualidade decente de equipamentos para os músicos se ouvirem.

Enfim, são 13 faixas infernais para verdadeiros adoradores do extremo satânico Death Metal - Shemhamforash!

 

(por Hugo Veikon)

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