Banda: CAMUS

Categoria: Heavy Metal

Ano: 2015

Relativamente recém formada, a CAMUS vem de Jaboatão dos Guararapes/PE e precocemente já lançaram seu debut um tempo atrás, mas sem muita notoriedade à cena. Após alguns ajustes em sua formação eles vieram com um novo material, lançado neste ano de 2015, que eu diria que esse sim vai dar o que falar. O material apesar de curto, por ser um EP, conta com cinco faixas, mas quem não viu EPs que se tornaram clássicos no mercado mundial? Então quem curte aquele velho e bom Heavy Metal tradicional, corra a trás para adquirir este ‘Heavy Metal Machine’.

O EP ‘Heavy Metal Machine’ está muito bem gravado e com composições bem elaboradas, recheado de técnicas e bases bastante pesadas e solos de Jones Jonhson que nos fazem lembrar bandas britânicas mais tradicionais. O vocal de Thiago Souza soa inteligível e nada de melódico, até porque aqui o som é tradicional.

Já na música de abertura, “Rise of a New World”, te desperta a continuar interessado em ouvir as demais, com refrãos pegajosos ora te faz até acompanhar os backings. Na sequência “Dreams and Shadows” mostra que além de bom baixista Thiago tem também uma variação de vocal. Momentos também do baterista Marcelo Dias exibir conhecimento em outros estilos musicais. A faixa título “Heavy Metal Machine” é uma ótima música pra trilhar o background daqueles filmes que a galera pega a estrada pra se aventurar, seja de motocicleta, seja de carro. O solo desta faixa e a arrancada do refrão são simplesmente marcantes. “The Loser” segue na mesma linha da faixa anterior. Mas a faixa de encerramento do álbum, “False Convictions”, foi a que eu mais gostei (questão de gosto particular mesmo), pois é uma música que mescla peso, cadência e trabalhos instrumentais, onde Marcelo trabalha bem seu set up, e Jones Jonhson mais uma vez faz ótimos riffs, ótimos solos assim extraindo melodias excelentes.

Detalhes sutis merecem atenção neste EP, como suaves usos de delay, reverbs, trabalhos de pedal duplo e formidáveis arranjos de guitarra.

Só acho que tamanha dedicação poderia ter fechado com chave de ouro para a produção gráfica, mas vamos relevar por dois motivos: Primeiro que é um EP independente; Segundo que a parte instrumental dribla todo esse mero detalhe.

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(por Hugo Veikon)

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