Bandas: BLOODY VIOLENCE

Categoria: Death Metal

Ano: 2015

‘Divine Vermifuge’ é o nome do  debut  full da banda BLOODY VIOLENCE. Pra quem não os conhecem, por ser uma banda relativamente nova, a banda é do Rio Grande do Sul e em 2014 eles soltaram seu primeiro registro , que foi um EP com três faixas em um formato prensado de alta qualidade. Desta vez eles vieram com um  full contendo oito faixas inteiramente inéditas, ou seja, eles não aproveitaram nenhuma música do EP (como algumas bandas normalmente fazem).

O som da BLOODY VIOLENCE  é um death metal extremamente veloz. E que velocidade infernal! O que dá uma amenizada é a bateria que consegue oscilar em diversas viradas explorando bem seu instrumento e momentos com groove, mas vez ou outra a mesma junta  a velocidade aos demais instrumentos e a cacetada é destruidora.

O CD começa já avisando que eles chegaram pra destruir e é isso que eles fazem. A faixa de abertura, “Lethal Nuclear Evil”, é um trabalho extraordinário de guitarra do começo ao fim, desde os arpejos até as esporádicas simplórias bases (essas bases nos trazem a mente as antigas bandas death metal). Apesar das músicas serem extremas e técnicas, elas não são músicas curtas (as menores têm aproximadamente 4min como “Mother of Dying”, “Putrid And Damned” e “Overseers”).

As melhores faixas do álbum, em minha opinião, são “Lethal Nuclear Evil (Dyatlov pass)” e “Sky Burial”. A primeira tem variações, partes extremas, outras partes cadenciadas e diversos outros momentos que conseguem destacar bem cada integrante e por ser bastante longa ela parece ser duas músicas. “Sky Burial” seria outra que eu poderia inserir nesse ranking, pois ela também tem partes que você instiga bastante.

Parabéns a Candido Fontes (vocal), Igor Dornelles (guitarrista), Eduardo Polidori (bateria) e Israel Savaris (baixo), mas fiquei imaginando esses caras tocando nos show underground, que não apresentam estrutura direito pra os músicos se escutarem e essa linha de som deles se não ouvir o que está fazendo, o resultado não sairá tão positivo como foi neste CD, porque o sincronismo aqui é primordial.

(por Hugo Veikon)

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