Bandas: BLACKNING

Categoria: Thrash Metal

Ano: 2014

Se não fosse a décima terceira música, esse disco seria perfeito! Mas espera aí… esse disco tem apenas 10 faixas! Então o álbum ‘Order of Chaos’ da BLACKNING tem meu voto como um álbum perfeito! A instiga é do começo ao fim. O power trio, que conta com Cleber Orsioli (guitarra / vocal), Francisco Stanich (baixo) e Elvis Santos (bateria e backing vocal), foi formado em 2013 e já em 2014 teve este material lançado pela Vingança Music. O material ficou avassalador e daí me vem a pergunta: se eles tivessem trabalhado mais, o que seria deste material?

São dez faixas de Thrash Metal corrido. Interessante que as músicas já começam nesse pique, mas todas têm - no meio da música - um momento mais cadenciado com riffs soltos. Elvis se mostra um baterista bem diversificado por usar pegadas além das usuais e usos de viradas de seu set up (não só aquelas viradas básicas de caixas que ouvimos em muitas bandas do estilo). Mas o predicado perfeito dobra quando falamos das guitarras e vocal. As palhetadas são pesadas e harmoniosas, com bases graves e arranjos agudos... portanto destaco Cleber pelo desempenho nas guitarras e no vocal principal.

Apesar da faixa de abertura, “Thy Will Be Done” ser a carro chefe do album (tanto que foi a faixa escolhida para trabalharem o primeiro clipe da carreira) ainda assim a faixa “Unleash Your Hell” é a melhor música de todo o álbum (quem quiser que seja da oposição) pois esta tem conteúdo lírico, trabalho de guitarra com riffs bastante thrash (que ora nos lembra até um Rock and Roll pesadão), refrão pegajoso, uma bateria simples mas marcante.

Outro grande momento marcante do álbum são os arranjos de “Devouring the Weak”. Acho que essa ao vivo vai arrancar muitos hey!hey!hey! nas apresentações.

“Death Row” e “Killing or Being Killed” soam uma mescla de Thrash com Death. O álbum encerra com “Children of War”, cover dos mineiros do Overdose, música do final dos anos oitenta, mas que ganhou uma roupagem mais pesada, com uma bateria mais calibrada, uma guitarra mais pesada e o vocal totalmente gutural.

A capa ficou tal como o som – perfeita! Cena forte para uma nação forte. A arte ficou a cargo de Marcus Zerma, um cara que está acostumado a trabalhar com imagens de caveira. Espero que essa banda cresça e que eu possa ver tocar aqui no Nordeste brasileiro.

(por Hugo Veikon)

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