Banda: BASTTARDOS

Categoria: Rock and Roll

Ano: 2015

Recentemente resenhamos o primeiro lançamento destes cariocas e o interessante é que logo após  os caras mandaram ver com mais um lançamento, o álbum “O Último Expresso”, sucessor de “Dois Contra o Mundo”, que traz a BASTTARDOS ainda mais coesa, onde se destacam cada vez mais na criatividade de produção musical e com os arranjos bem colocados. O trio veio com mais vigor no rock and roll e mostrando mais peso nas composições rápidas, gritantes e obscuras (você irá entender ao ouvir) do disco.

É algo bastante prazeroso ver bandas como a Basttardos, trabalhando forte e lutando por seu espaço no cenário nacional e mais prazeroso ainda é poder acompanhar a evolução em cada ponto da banda e ver que estão se destacando por algo que sabem fazer muito bem: MÚSICA BOA. E, sem sombra de dúvidas, estão trilhando (já associamos a palavra com a capa) caminho pra ficar e serem bem aceitos.

“O Último Expresso” foi lançado no finalzinho de 2015 e trás 5 faixas inéditas e bem arranjadas. O álbum ainda veio com grandes colaborações, que deram um up a mais no trabalho. Alex Campos fez um ótimo trabalho na produção do disco mais uma vez e também foi responsável por todas as letras e arranjos apresentados (arranjos estes que já destacamos).

Abrindo com a faixa “Basttardos”, que exalta e ajuda a fixar e apresentar o nome do trio. É notável ver a banda seguindo na mesma temática e desta vez com mais ênfase na temática com a sonoridade do disco, que inicia com aqueles andamentos semelhantes tocados em filmes de cowboys/faroeste (valendo ressaltar que é totalmente autoral e que se encaixava bem em qualquer filme do gênero), tudo isto ficando mais claro com o diálogo apresentado com um forasteiro seguido de barulho de tiros até começar a porradaria que é o som da banda neste cd, com riffs pesados e ótimas linhas de baixo do Terceiro Elemento, além dos sounds effects no vocal de Alex Campos. Outra coisa que já de cara chama atenção é o foco das letras, que em minha opinião, mudaram um pouco, mas aquelas letras reflexivas ainda estão presente. Dando continuidade com “Licor de Cereja”, faixa com pegada mais leve, com linha tênue nas trilhas pesadas do rock and roll do trio. Seguindo com “Despertar do Parto” que trouxe uma letra bastante emocionante que trata o relacionamento de um filho e um pai desde o nascimento, quando se tem o primeiro contato entre as duas partes, surgindo o sentimento de amor. A faixa é levada em andamentos bem leves que remetem baladas, sem soar enjoativo, com solos melódicos bem comoventes assim como a música. A faixa seguinte, “Exilados”, já começa como uma voadora nos peitos, com uma pegada mais forte com maior exploração no gutural e nas rufadas do baixo que deixou a faixa ainda mais pesada. Acho que em shows esta faixa será responsável por rodas com muita pancadaria. A quinta e última faixa, assim como a primeira , veio para a apresentar e mostrar os elementos da banda,  e “Terceiro Elemento” nada mais é que uma espécie de mascote que a banda criou para promover ainda mais o seu trabalho, e no “O Último Expresso” o mascote ganhou uma faixa, e é nesta faixa que vemos a obscuridade do disco que trata ainda mais de filmes e desta vez com mortes e destruição, ou seja, terror, tanto é que ouvimos o barulho de uma serra e para qualquer fã de filme de terror já possível remeter a que filme se trata, ganhando mais andamentos sombrios no final que deixarei sem relatar para que você leitor confira este trabalho e veja como soou bem toda esta produção.

Apesar do título do álbum, “O Último Expresso”, a Basttardos deve continuar com seu trabalho e fazer com que outros trens tragam mais rock and roll de primeira qualidade...

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(por Ismael Guidson)

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