Banda: BAIXO CALÃO

Categoria: GrindCore

Ano: 2012

Sinceramente, demorei muito para pensar um modo como eu poderia começar a resenha deste trabalho dos paraenses do Baixo Calão, intitulado Atmo Mediokra. Ao olhar a ótima arte gráfica do trabalho já constatei que o caos seria a tônica do trabalho e não me enganei, pois os caras não deixam o silêncio ou a normalidade apareceram.

Difícil destacar poucas das 17 faixas do CD. O Gridcore destilado no CD é muito encorpado e, certamente, agradará em cheio os fãs do estilo. Se eu fosse listar algumas nuances nesse trabalho citaria Disrupt, Napalm Death (principalmente do Scum), Nasum, Agathocles, Death Slam, Expose Your Hate, Facada e muita coisa do antigo hardcore finlandês.

Há dois vocalistas, Leandro Pörckö e Beto Core, que proporcionam momentos extremos de gritos, urros e berros. A guitarra de Danilo Leitão apresenta um peso e timbre menos característicos ao estilo e a cozinha com A. Felipe no baixo e William Gomes garante a estrutura rítmica do caos.

Outro destaque à parte é a diversidade lírica, boa parte dela a cargo de Leandro. Desde títulos como "Homem Costumaz" e "Prolegômenos" há frases com palavras incomuns ao português mais popular da atualidade, o Baixo Calão prova que nossa língua pátria, quando bem usada, encaixa bem em qualquer tipo de estilo.

Como falei anteriormente, destacar algumas faixas é difícil pois o trabalho é muito coeso, mas ouso dizer que "Signo da Absurdidade", " Nem Resetando a Humanidade", "Cordão Umbilical Farpado", "Após a Incisão do Tumor" e "Homo Sapiens"(com sua ousada levada mais cadenciada e flertando um pouco com o Black Metal), representam bem a qualidade do trabalho do Baixo Calão. Há ainda duas faixas ao vivo, que mostram que os caras expelem muito ódio ao vivo também.

No geral é um CD até curto em termos de tempo mas que empolga do começo ao fim.

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(por Léo Quipapá)

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