Banda: ALEFLA

Categoria: Power Metal

Ano: 2015

Quando uma banda aposta num potencial mais melódico, ela toma uma grande decisão, uma vez que surgindo no underground fica meio difícil divulgar seu trabalho através de shows, pois querendo ou não o underground ainda é fortemente movido por bandas mais extremas, então bandas como ALEFLA fica um pouco sem espaço para divulgação. Porém isto não é empecilho para que se produza um disco energético e com garra, dando mais potência ao power metal brasileiro como neste “End of the World”.

Em 2015 a banda lançou através da MS METAL RECORDS e distribuição da VOICE MUSIC este debut, denominado “End of the World”, que após de 10 anos de formação marcou de maneira fantástica o primeiro registro, trazendo 12 faixas bem produzidas pelo já conhecido músico Tito Falaschi, que fez um ótimo trabalho na produção e masterização e ainda fez participação em algumas músicas.

O som da Alefla, digamos que, é aquilo “mais do mesmo”, ou seja, não foi acrescentado inovação e a banda trouxe uma pegada melódica bem tradicional que nos faz remeter a passagens da banda finlandesa Stratovarius. Apesar de todas as influências apresentadas a Alefla demonstra muito profissionalismo dissipando belos arranjos, o que enaltece o disco, ainda mais nos vocais onde Fla Moorey e Alexandre Nascimento fazem um belo trabalho. Alexandre, também guitarrista, se junta com Renan Lucena para dar um peso maior nos riffs, com as pegadas clássicas de power metal na bateria.

“End of the World” ganha destaque na parte gráfica que traz um mundo pós-apocalíptico deixando uma ótima atmosfera quando toca a introdução “Beginning of the End”. As faixas que ganham destaques são “Watching Over Me”, onde oscila momentos melódicos e pesados com os riffs já citados e os solos bem encaixados sem muito excesso, deixando uma curiosidade pro ouvinte querer conhecer o trabalho da banda e ouvir até o final do disco. Outra faixa de destaque é “Wind Blows... Time Flows” que veio com andamentos mais lentos, porém a variância de vocal convidado, Tito Falaschi, deu um toque especial deixando a música bem sombria e melódica. O disco de certa forma é um destaque, pois tudo foi bem trabalhado, sem exceção de nada.

ALEFLA mostrou que uma banda que lança seu trabalho pode trazer algo bem admirável e de ótima sonoridade. E “End of the World” veio pra enriquecer ainda mais a cena power metal brasileira, acrescentando de forma positiva.

(por Ismael Guidson)

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