Banda: AEON PRIME

Categoria: Heavy Metal

Ano: 2016

O ano de 2016 vem sendo um grande ano para os fãs de metal tradicional/heavy metal. O primeiro semestre do ano referido vem trazendo grandes lançamentos nacionais e um deles é dos paulistas do AEON PRIME que nos deram seu primeiro álbum denominado ‘Future Into Dust’ onde, em suas composições, expressaram melodias e letras sentimentais que abordam em geral o medo, a luta e diversas outras coisas que podem acontecer na vida de uma pessoa.

Lançado de forma independente, o material físico traz uma capa bem sentimental feita por Ed Anderson e que condiz com a sonoridade do disco. O antigo lance de se julgar um trabalho pela capa pode ser levado em consideração neste álbum, uma vez que tudo ficou bem encaixado de forma geral, expressando bem os sentimentos das letras que tratam de problemas da vida (na capa há uma varanda com uma cadeira de rodas) até a simbologia da morte (as cruzes na capa).

Sobre a sonoridade da banda a mesma não se prende a determinada influência, o que faz a AEON PRIME trazer mais características próprias de passagens com pegadas mais fortes e outras mais leves explorando bastante técnicas mais atuais.

O disco abre já com destaque para a faixa “Coliseum” que possui uma bela introdução acústica bastante trabalhada, seguida com riffs marcantes do Heavy Metal nos anos 80 executados por Yuri Simões e Felipe Monzini, ainda com destaque para os vocais de Michel de Lima que demonstra dominar muito bem seu potencial, com as variações.

A música que levou o título do álbum “Future Into Dust” trouxe bastante variação rítmica, porém os solos rápidos e melódicos soaram ótimos, enquanto “Revolving Melody” mostrou ainda mais influências de cavalgadas da Donzela de Ferro, contando ainda com variações já citadas. Talvez um dos pontos que soa um pouco estranho é a transição de um riff para outro, onde aparenta ter pausas, porém nada que atrapalhe no som marcante da banda. “Ghost” segue com pegadas de um rock mais pesado, com melodia bem sentimental principalmente nos solos gritantes. Com andamentos mais pesados e arrastados temos “The Commandments” assim como “Newborn Star”, duas grandes faixas para quem curte um Heavy Metal com pegada mais segura e forte. “Deadly Sacrifice” ganha destaque pelas ótimas linhas de baixo de André Fernandes. “About Dreams and Lies” é outra que merece atenção além de ser tratar de uma bela canção a mesma demonstra ser uma das mais bem trabalhadas, trazendo bastante técnica e originalidade. O disco ainda trouxe “In Gold We Trust” e “In the Depths of Me” que trouxeram ainda mais variações de partes mais rápidas e mais lentas.

Em resumo trata- se de um disco energético, bem produzido e acima de tudo, com canções marcantes, que fazem o ouvinte querer sentar e pensar, ouvindo as faixas.

 

(por Ismael Guidson)

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